Após resultados provisórios, partido de oposição pede novo pleito em Moçambique

Por Reuters |

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Contagem atual mostra a Frelimo à frente na acirrada eleição, mas o Renamo afirma ter havido fraude e intimidação eleitoral

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O principal movimento de oposição de Moçambique, a Renamo, rejeitou nesta sexta-feira (17) os resultados provisórios que apontam a vitória do partido governista Frelimo nas eleições desta semana. A Renamo alegou que houve fraude e exigiu uma nova votação.

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O candidato presidencial Afonso Dhlakama, do Movimento de Resistência Moçambicana (RENAMO), fala à imprensa depois de votar em Maputo (15/10)


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"Nós não aceitamos os resultados", disse o porta-voz da Renamo, Antonio Muchanga, à Reuters. "Os resultados têm de ser anulados e novas eleições, realizadas."

Ele falou logo após observadores eleitorais africanos aprovarem a votação realizada na quarta, considerada de modo geral pacífica e livre.

Já na quinta, o partido Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e seu candidato presidencial pareciam rumar para a vitória nas acirradas eleições do país africano, mostraram resultados iniciais das urnas e projeções da sociedade civil, enquanto alguns adversários denunciaram intimidação e fraude.

Resultados provisórios das autoridades eleitorais colocaram o ex-ministro da Defesa Filipe Nyusi na dianteira com 63% dos votos à frente do rival Afonso Dhlakama, da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), com 29,4%. Os números parciais ainda mostram Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), em terceiro lugar com 7,6%.

A votação de quarta-feira foi pacífica no geral, de acordo com observadores internacionais, mas apoiadores descontentes da Renamo se chocaram com a polícia de quarta para quinta-feira na cidade de Beira, segunda maior do país, e em Nampula, no norte.

Parlamentares da Renamo acusaram o partido governista de recorrer à intimidação e à fraude para influenciar os votos. As alegações despertaram temores de contestação do desfecho do pleito, visto como essencial para garantir a estabilidade no momento em que Moçambique se prepara para colher as receitas de reservas recém-descobertas de gás e petróleo.

A polícia entrou em confronto na noite de quarta-feira com partidários da Renamo na segunda maior cidade do país, Beira, no centro, e também em Nampula, no norte. Pelo menos uma pessoa foi ferida a tiros e três foram presas. A capital, Maputo, permaneceu calma.

Nyusi, um ex-ministro da Defesa, está enfrentando um desafio determinado do adversário veterano da Renamo, o ex-chefe rebelde Afonso Dhlakama, que lutou contra a Frelimo na guerra civil de 1975 a 1992, que se seguiu após a independência de Portugal. Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique, de oposição, também concorre à Presidência.

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