Venezuela comemora ingresso temporário no Conselho de Segurança da ONU

Por iG São Paulo |

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Maduro fez pronunciamento televisionado sobre o resultado; Nações Unidas ainda pede que líder da oposição seja libertado

A Venezuela comemora nesta quinta-feira (16) o assento que garantiu no órgão mais poderoso das Nações Unidas como ratificação mundial da revolução socialista do país.

Dia 14: Oposição pede a Maduro reabertura do diálogo político na Venezuela

Reuters
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chega a coletiva no Palácio de Miraflores em Caracas (15/10)


Dia 9: ONU recomenda a libertação do opositor Leopoldo López na Venezuela

Um eufórico presidente Nicolás Maduro apareceu na televisão logo após a Assembléia Geral da ONU aprovar o país em um dos cinco assentos temporários do Conselho de Segurança, o que levou todo o seu gabinete a aplaudir o pronunciamento.

O falecido presidente venezuelano Hugo Chávez tentou obter uma das dez vagas não-permanentes no Conselho em 2006, mas os EUA conseguiram derrubar sua campanha. Maduro disse que a vitória desta quinta mostra que "todo mundo" apoia a visão de Chávez.

A vitória foi obtida em meio a relatório de outro órgão da ONU condenar a Venezuela pela repressão aos protestos de rua contra o governo, criticada amplamente por grupos de direitos humanos.

Veja fotos dos protestos que assolaram a Venezuela este ano

Polícia nacional da Venezuela dispara gás lacrimogêneo enquanto manifestante antigoverno se ajoelha segurando pedra durante confrontos em Caracas (6/4). Foto: ReutersManifestantes mostram cartazes com fotos de ativistas mortos durante protestos antigoverno na Plaza Altamira em Caracas, Venezuela (20/3). Foto: APPartidários do líder da oposição Leopoldo López se reúnem para protesto que pede a libertação do político após um mês de sua prisão, na Venezuela (18/03). Foto: APGuardas das forças bolivarianas patrulham a Plaza Altamira após tomarem o controle do local em Caracas, Venezuela (17/3). Foto: APEstudante da Universidade Central da Venezuela grita contra governo de Nicolás Maduro durante protesto em Caracas (12/3). Foto: APManifestante antigoverno corre em meio ao gás lacrimogêneo lançado pela polícia durante protesto em Caracas, Venezuela (12/3). Foto: ReutersManifestante joga lata de gás lacrimogêneo em direção à polícia durante protesto antigoverno em Caracas, Venezuela (11/3). Foto: APGuardas prendem manifestante durante conflitos entre ativistas e motociclistas em Los Ruices, Venezuela (10/3). Foto: APPolícia impede passagem de manifestantes que protestavam contra escassez de alimentos (8/3). Foto: APManifestantes se preparam para jogar coquetéis molotov durante confrontos em Caracas, Venezuela (6/3). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana se protegem de fogos de artifício lançados contra eles por manifestantes em Caracas, Venezuela (março/2014). Foto: APManifestantes seguram cartazes com imagens de venezuelanos que foram mortos nas duas últimas semanas durante marcha em Caracas (28/2). Foto: APManifestantes rolam cano de água na tentativa de bloquear uma rodovia importante em Caracas, Venezuela (27/02). Foto: APOficiais da Guarda Nacional Bolivariana avançam em direção a protestos antigoverno em Valencia, Venezuela (26/2). Foto: APManifestante segura placa em frente de cordão da Guarda Nacional Bolivariana durante protesto perto da Embaixada de Cuba em Caracas, Venezuela (25/2). Foto: APObjetos colocados por manifestantes da oposição bloqueiam estrada no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APOpositor caminha perto de acusação feita a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em rua no bairro de Altamira, Caracas (21/2). Foto: ReutersManifestante envolto com a bandeira da Venezuela coloca mais objetos em barricada em chamas no bairro de Altamira, em Caracas, Venezuela (20/2). Foto: APPartidários do governo venezuelano marcham no centro de Caracas (20/2). Foto: APManifestante levanta os braços em direção à polícia que lança gás lacrimogêneo em bairro de Caracas, Venezuela (19/2). Foto: APMiss Génesis Carmona é levada de moto a hospital. Ela morreu após ter sido atingida por disparo na cabeça em 18/2. Foto: Reprodução/TwitterManifestante usa máscara caseira para se proteger de gás durante protestos em avenida de Caracas, Venezuela (18/02). Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente Nicolás Maduro durante marcha em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APLeopoldo López, líder da oposição da Venezuela, é preso vestido de branco e segurando flor em Caracas, Venezuela (18/2). Foto: APManifestante cobre a boca com pano durante protesto contra a censura do governo venezuelano em Caracas (17/2). Foto: APManifestante atira pedras na Força Nacional Bolivariana durante protesto na Venezuela (15/2). Foto: APManifestantes fecham a principal via da Venezuela (15/2). Foto: ReutersManifestantes na Venezuela são dipersados com canhões de água e gás lacrimogêneo (15/2). Foto: Carlos Garcia Rawlins/ReutersUniversitária segura cartaz em que se lê 'E quem tem as armas?' enquanto se manifesta contra o presidente Nicolás Maduro em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes choram durante vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APEstudantes comparecem à vigília em Caracas por dois jovens mortos em confrontos violentos na Venezuela (13/2). Foto: APJovem segura livro marcado em espanhol com a frase 'Esta é a minha arma' durante protesto contra repressão de estudantes em Caracas, Venezuela (13/2). Foto: APEstudante segura cartaz em que se lê 'Paz e liberdade' durante manifestação em Caracas, Venezuela (13/2)
. Foto: APEstudantes gritam slogans contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante protesto em Caracas (13/2)
. Foto: AP

Dia 8: Confrontos entre civis e a polícia deixam cinco mortos na Venezuela

O Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias pediu que o país libere imediatamente o líder da oposição Leopoldo López, preso desde fevereiro por seu papel nas manifestações de rua.

Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Rafael Ramirez, rejeitou as medidas da ONU, definindo-as como uma tentativa de interferir na soberania venezuelana.

A Venezuela integrará o grupo junto a Espanha, Malásia, Angola e Nova Zelândia. Os países ocuparão as cadeiras pelos próximos dois anos a partir do dia 1º de janeiro de 2015.

Dia 2: Deputado governista é encontrado morto na capital da Venezuela

Os 193 membros da Assembleia Geral da ONU escolheram a Venezuela com 181 votos a favor, Malásia com 187, Angola com 190 e a Nova Zelândia com 145, enquanto a Espanha venceu a Turquia numa votação de desempate.

Atualmente, o Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes: Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China, uma composição que em grande parte reflete o equilíbrio de poder global logo após a 2ª Guerra Mundial.

O Brasil tem cobrado reiteradas vezes a necessidade de reforma do órgão para incluir mais países.

*Com AP e Reuters

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