Líder Executivo de Hong Kong propõe nova tentativa de diálogo com ativistas

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Onda de violência aumentou na região após um manifestante ter sido agredido por policiais; Leung Chun-ying diz ter pressa

Agência Brasil

O chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, manifestou nesta quinta-feira (16) disposição para reiniciar o diálogo com a Federação de Estudantes, uma das três organizações que lideram os protestos, na semana que vem.

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Reuters
Líder executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, durante coletiva no Palácio do Governo na região chinesa


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"Ao longo dos últimos dias, manifestamos aos estudantes o desejo de iniciar um diálogo o mais rápido possível, esperamos que isso possa ocorrer na próxima semana", disse Chun-ying em entrevista coletiva.

A disposição para o diálogo surge depois de dois dias de violência entre a polícia e os manifestantes após ter sido divulgado vídeo imagens da agressão de policiais a um manifestante nas ruas da antiga colônia britânica.

No vídeo gravado pelo TVB é possível ver o membro do Partido Cívico Ken Tsang sendo agredido. A violência gerou uma onda de revolta, sobretudo entre os manifestantes. Eles tinham acusado anteriormente a polícia de uso excessivo de violência e de falha em protegê-los dos repetidos ataques de grupos pró-Pequim.

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Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

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"Não devemos politizar esse incidente", disse o chefe do Executivo, recusando-se a fazer mais comentários sobre o caso.

Os manifestantes exigem a demissão do chefe do Executivo e que Pequim recue na decisão, tomada em agosto, que estabelece que ele será eleito por sufrágio universal, mas só depois daquilo a que a ala democrata chama de "tiragem".

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Isso porque, de acordo com a proposta de Pequim, os aspirantes ao cargo precisam obter o apoio prévio de mais da metade dos membros de um comitê eleitoral, para poder concorrer à próxima eleição, em que apenas dois ou três candidatos vão ser selecionados.

"A política é a arte do possível e temos que traçar uma linha entre as possibilidades e as impossibilidades", sustentou.

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