Ex-líder soviético, Mikhail Gorbachev alerta para nova Guerra Fria

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Gorbachev, que esteve hospitalizado recentemente, expressou inquietude em entrevista sobre o impasse em curso na Ucrânia

Reuters

O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev alertou líderes ocidentais e o presidente russo, Vladimir Putin, a não arrastarem o mundo para uma nova versão da Guerra Fria, que ele ajudou a encerrar um quarto de século atrás.

Ontem: Soldados ucranianos são cercados por separatistas no leste da Ucrânia

Reuters
Mikhail Gorbachev concede entrevista em seu escritório em Moscou (2010)


Dia 13: Apesar de combates na Ucrânia, peritos mantêm buscas pelo voo MH17

Gorbachev, que esteve hospitalizado recentemente, expressou sua inquietude em uma entrevista a um jornal sobre o impasse em curso na Ucrânia, que levou os Estados Unidos e a União Europeia a impor sanções à Rússia, e Moscou a retaliar proibindo a maioria das importações de alimentos do Ocidente.

"Como primeiro passo, a lógica de acusações e sanções mútuas deve ser abandonada", disse o ex-líder de 83 anos ao diário Rossiiskaya Gazeta.

"Ninguém deve se deixar arrastar mais uma vez para uma nova Guerra Fria. As ameaças em comum à nossa segurança não desapareceram", acrescentou ele.

Dia 7: Ucrânia pressiona por leis anticorrupção antes do período eleitoral

Voz moderada na Rússia, onde a mídia pró-Kremlin frequentemente aponta os EUA como força destrutiva dedicada a desestabilizar seu país, Gorbachev afirmou que Moscou e o Ociente têm mais desafios compartilhados do que divisões.

Veja fotos da crise na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Dia 5: Força militar da Ucrânia diz que separatistas violaram cessar-fogo

Ele listou os perigos que o mundo enfrenta, como a epidemia de Ebola e a insurgência do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e disse que estes podem ajudar a aproximar as duas partes.

"Diante de desafios compartilhados, podemos encontrar uma linguagem comum novamente. Não será fácil, mas não há outra opção", declarou na entrevista às vésperas da comemoração dos 25 anos da queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989.

Dia 4: Ucrânia diz que forças mataram 12 rebeldes no aeroporto de Donetsk

Um porta-voz da fundação de Gorbachev, sediada em Moscou, informou que ele pretende viajar a Berlim para os festejos, e não quis comentar por que o ex-líder passou uma noite em um hospital na semana passada.

Leia tudo sobre: GORBACHEVrussiaguerra friaucraniarussia na ucraniaputinmoscouursskremlineua

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas