Estudo: Minorias no Iraque podem ser extintas por massacres do Estado Islâmico

Por Reuters |

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Mais de 12 mil foram mortos até agora, principalmente pelo grupo, segundo Grupo Internacional para Direitos de Minorias

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Mais de 12 mil civis foram mortos no Iraque até agora neste ano, principalmente pelo Estado Islâmico (EI), e as minorias que enfrentam limpeza étnica são as principais vítimas, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (16).

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O Grupo Internacional para Direitos de Minorias (MRG, na sigla em inglês) disse que diversas comunidades minoritárias, incluindo cristãos, yazidis e turcos, estão sujeitas a assassinatos, sequestros e violência sexual, e estão em perigo de extinção no Iraque.

O total de civis mortos quase dobrou, para 12.618, no período de janeiro a setembro, ante 6.676 um ano antes, de acordo com o relatório, que citou o banco de dados Iraq Body Count (contagem de mortes no Iraque).

Pelo menos meio milhão de pessoas foram forçadas a fugir de suas vilas na província de Ninewa, que abriga comunidades milenares, de acordo com o relatório chamado "Da Crise à Catástrofe: a Situação das Minorias no Iraque".

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Combatentes do Estado Islâmico, um grupo militante sunita, tomaram controle de grandes faixas territoriais na Síria e no Iraque neste ano, atacando distritos xiitas em Bagdá e tomando terras ao redor, onde forças de segurança iraquianas e milícias xiitas tentam expulsá-los.

O diretor-executivo do MRG, Mark Lattimer, disse que o governo iraquiano havia mostrado ser "incapaz ou não ter vontade de garantir a segurança das minorias".

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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"Considerando que as minorias geralmente não têm suas próprias milícias ou estruturas de proteção tribal, como os grupos majoritários da sociedade, elas estão especialmente vulneráveis", disse Lattimer em um comunicado que acompanhou o relatório.

“Na grande maioria dos casos, as investigações não são propriamente conduzidas e os perpetradores dos ataques ficam impunes, frequentemente com indícios de cumplicidade oficial."

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O MRG disse que as minorias do Iraque enfrentam execuções sumárias, assaltos à mão armada, tortura e atentados há anos.

Membros de minorias que não fugiram do país vivem em medo constante por sua segurança, à medida que seus locais religiosos são alvo de ataques e eles têm medo de abertamente expressar sua identidade religiosa, segundo o documento.

O governo não fez nada para compensar as vítimas ou reconstruir a infraestrutura danificada nos ataques do EIIL contra comunidades de minorias, as quais têm pouco acesso a água potável, eletricidade, habitação e serviços de saúde, continua o relatório.

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"O sectarismo que está instalado no governo do Iraque e nas forças de segurança tem de ser revertido, e os responsáveis pelos ataques contra minorias tem de ser responsabilizados no Iraque e internacionalmente", afirmou Lattimer.

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