Bombardeios da coalizão atingiu combatentes até 40 vezes em 48 horas; militantes estavam perto de tomar cidade de Kobani

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O avanço de combatentes do Estado Islâmico sobre a cidade síria de Kobani foi barrado nesta quinta-feira (16), de acordo com um grupo de monitoramento do conflito na Síria, após aviões de guerra de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos terem lançado o mais intenso bombardeio até agora contra os militantes, os quais estão sitiando essa localidade fronteiriça há quase um mês.

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Mulheres choram perto de sepulturas de combatentes curdos que morreram em Kobani, Síria (15/10)
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Mulheres choram perto de sepulturas de combatentes curdos que morreram em Kobani, Síria (15/10)


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Na semana passada, representantes turcos e americanos disseram que o Estado Islâmico (EI) estava perto de tomar Kobani das mãos dos defensores curdos, após terem assumido o controle de pontos estratégicos dentro da cidade.

Um dramático esforço de ataques aéreos da coalizão alcançou novo impulso nos últimos dias, com alvos do EI ao redor de Kobani sendo atingidos cerca de 40 vezes em 48 horas. Isso barrou o avanço dos militantes, e forças curdas disseram que combatentes da milícia YPG conseguiram retomar alguns territórios.

O ataque de quatro semanas tem sido visto como um teste para a estratégia de bombardeios aéreos do presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes curdos repetidamente disseram que a cidade não pode se manter se armas e munição não chegarem aos que a defendem, algo que a vizinha Turquia até agora se recusou a permitir.

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O Estado Islâmico busca tomar a cidade para consolidar sua posição no norte da Síria, após se apoderar de grandes faixas territoriais nesse país e no Iraque. Uma derrota em Kobani pode ser um grande revés para os rebeldes e uma sobrevida para a política de Obama.

Jatos militares voaram acima de Kobani nesta quinta-feira e tiros eram ouvidos no lado turco da fronteira, à medida que a luta se intensificou pela manhã, disse uma testemunha da Reuters.

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Houve seis ataques aéreos durante a noite no leste de Kobani, e confrontos continuaram pela noite de acordo. O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo de monitoramento com sede no Reino Unido, acrescentou que nenhum lado teve ganhos significativos.

"O Estado Islâmico está tentando empurrar o YPG para o sul para conseguir mais acesso às vias da cidade", disse Rami Abdulrahman por telefone.

"Houve também confrontos a 6 quilômetros a oeste da cidade, na torre de rádio", acrescentou.

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Fontes dentro de Kobani disseram que forças curdas haviam repelido militantes do EI nas partes sul e leste da cidade, a qual está cercada por três lados pelos militantes.

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"Nós retomamos um bom território ontem", disse uma comandante curda que deu seu nome apenas como Dicle, falando à Reuters nesta quinta.

"Os confrontos estão acontecendo. Nós vimos muitos corpos dos combatentes do EI ontem, alguns tinham espadas neles", disse ela.

Um jornalista em Kobani disse que os ataques aéreos haviam permitido que forças curdas fossem para a ofensiva pela primeira vez desde que o Estado Islâmico lançou seu ataque há quatro semanas.

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"Passamos por algumas posições do (YPG) no leste ontem que eram ocupadas pelo EI há apenas dois dias", disse Abdulrahman Gok à Reuters por telefone.

"Autoridades daqui disseram que os ataques aéreos são suficientes, mas que a ação de solo é necessária para limpar o EI. O YPG é perfeitamente capaz de fazer isso, mas mais armas são necessárias."

A Turquia, até o momento, não tem respondido à crescente pressão para ajudar Kobani, seja pelo envio de tanques e tropas turcas para além da fronteira ou por permitir que armas e munições cheguem à cidade.

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O governo turco está relutante em ser tragada pelo conflito na Síria sem claras garantias de aliados ocidentais de que haverá mais medidas para ajudar a repatriar 1,6 milhão de pessoas que entraram na Turquia, fugindo da guerra civil no vizinho.

Eles também têm receio de que armar as forças de defesa curdas em Kobani possa ser uma má ideia, dado os fortes laços que eles têm com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo que há décadas se contrapõe ao governo de Ancara em busca de mais direitos para os curdos no sudeste do país.

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