China pede à mídia estrangeira que relate protestos de Hong Kong 'objetivamente'

Por Reuters |

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Autoridade chinesa afirma à mídia que Pequim vê interferência de forças internacionais nas manifestações pró-democracia

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Uma autoridade chinesa disse à mídia estrangeira em Hong Kong nesta quarta-feira (15) que a China vê interferência de forças internacionais nas manifestações pró-democracia da cidade e pediu aos jornalistas de órgãos internacionais que relatem os fatos "objetivamente".

Hoje: Tensão aumenta em Hong Kong após manifestante ser espancado por policiais

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Ativista pró-democracia chora enquanto segura placa com a foto de Ken Tsang Kin-chiu, manifestante hospitalizado após protesto em Hong Kong


Mais cedo: Polícia de Hong Kong investiga se houve uso excessivo de força

"Desde a ocorrência deste evento, pelos comunicados, pela retórica e pelo comportamento de forças exteriores, como figuras políticas e alguns parlamentares e veículos de mídia, acho que este tipo de interferência certamente existe”, declarou a autoridade aos repórteres, falando sob condição de anonimato.

Foi a primeira vez desde os protestos, que a China e o governo de Hong Kong consideram ilegais, que uma autoridade do governo central se encontrou com a mídia estrangeira em Hong Kong e fez tal pedido.

Hong Kong, governada segundo o modelo "um país, dois sistemas", deveria ter um alto grau de autonomia, incluindo liberdade de imprensa e de expressão, mas grupos pró-direitos humanos e de mídia vêm alertando para a deterioração da situação nos últimos anos.

Ontem: Polícia de Hong Kong desmonta barricadas e libera vias em centro financeiro

"Esperamos que o mundo exterior respeite (o modelo) um país, dois sistemas, respeite o governo de Hong Kong para que este lide com a situação nos termos da lei e não envie qualquer sinal equivocado para esta atividade ilegal", acrescentou o funcionário. Oficialmente, Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da China.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Dia 10: Manifestantes de Hong Kong se reagrupam após fim das negociações

"Eu também notei que a mídia, em sua maior parte, vem tentanto fazer reportagens equilibradas e objetivas. Espero que vocês continuem assim e mantenham esse ímpeto de reportagens objetivas e justas."

Mais cedo nesta quarta-feira, autoridades de Hong Kong afirmaram que os policiais envolvidos no espancamento de um manifestante pró-democracia serão afastados depois que uma filmagem do incidente acontecido de terça para quarta-feira foi amplamente divulgada na Internet, despertando revolta de alguns legisladores e do público.

Dia 9: Governo de Hong Kong rompe negociações com manifestantes

O funcionário chinês disse que as medidas adotadas pela polícia de Hong Kong foram "necessárias, razoáveis e legais", e fez referência ao fato de que a polícia de Nova York usou a força para lidar com as manifestações do movimento Occupy Wall Street.

O funcionário declarou que o governo central "apoia firmemente" o executivo-chefe de Hong Kong, Leung Chun-ying, mesmo depois de parlamentares locais terem solicitado à agência anticorrupção da cidade que investigue Leung por causa de um pagamento de 6,4 milhões de dólares que ele recebeu de uma empresa de engenharia australiana no exercício da função.

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