Enquanto isso, combatentes do Estado Islâmico invadiram base militar abandonada pelo Exército do Iraque; milhares fugiram

O Ministro das Relações Exteriores da Turquia insistiu nesta segunda-feira (13) que não houve acordo com os Estados Unidos sobre o uso de suas bases para as operações contra os militantes do Estado islâmico.

Sábado: EUA fazem novos ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria e Iraque

Fumaça espessa toma conta de Kobani, Síria, após ataque aéreo pela coalizão liderada pelos EUA
AP
Fumaça espessa toma conta de Kobani, Síria, após ataque aéreo pela coalizão liderada pelos EUA


EUA: Turquia vai oferecer treinamento e equipamento para oposição síria

Em comentários divulgados pela agência estatal Anadolu, o chanceler Mevlut Cavusoglu disse, no entanto, que os dois países haviam concordado em treinar e equipar as forças de oposição.

"Não há nenhuma decisão no momento a respeito de Incirlik ou de qualquer outro assunto", disse Anadolu em referência a uma base aérea chave no sul da Turquia.

Mais cedo, um funcionário do governo disse que a Turquia e os Estados Unidos ainda estavam falando sobre a base aérea de Incirlik, bem como demandas turcas para a criação de uma zona de exclusão e uma área segura para os refugiados.

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O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a falar sobre o assunto publicamente. No domingo, as autoridades de defesa dos EUA disseram que a Turquia iria deixar as forças americanas e da coalizão usar suas bases para operações contra militantes Estado islâmico.

Iraque

No Iraque, até 180 mil foram deslocadas pelos confrontos dentro e em torno de Hit, na província de Anbar, desde que militantes do Estado Islâmico assumiram o controle da cidade no início deste mês, disse a Organização das Nações Unidas nesta segunda.

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Combatentes do Estado Islâmico invadiram uma base militar abandonada pelo Exército iraquiano cerca de oito quilômetros a oeste de Hit no início desta segunda-feira, de acordo com um oficial do Exército e três membros de uma milícia sunita apoiada pelo governo.

Os jihadistas roubaram três veículos blindados e ao menos cinco tanques, ateando fogo ao local em seguida, disseram o oficial e os milicianos sunitas.

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O Estado Islâmico tem avançado nas últimas semanas em sua ofensiva contra a província desértica de Anbar, que faz fronteira com a Síria, tendo assumido o controle da cidade de Hit em 2 de outubro e da vizinha Kubaisa em 4 de outubro.

Em decorrência do conflito e de ataques aéreos, conduzidos pelo governo iraquiano e uma coalizão liderada pelo Estados Unidos, até 30 mil famílias (cerca de 180 mil pessoas) fugiram de Hit, que fica 20 quilômetros a oeste da cidade de Ramadi, disse o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários em um comunicado.

O órgão disse que as pessoas fugiram em direção do leste, para Ramadi e Kahlidiya, ambas devastadas pela guerra. O Estado Islâmico controla a área que se estende de Qaim, na fronteira com a Síria e a leste do rio Eufrates, até a represa de Haditha, onde enfrenta forças de segurança e milícias tribais.

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A queda de Hit é tida como um passo do Estado Islâmico para isolar forças pró-governo que defendem a represa Haditha, onde é controlado o fluxo do Eufrates para o sul do Iraque.

Antes de cair nas mãos do Estado Islâmico, a cidade era um relativo oásis para famílias que tinham sido deslocadas de suas casas em toda a província de Anbar desde o início do ano. Cerca de 100 mil pessoas deslocadas viviam em Hit, disse a ONU.

*Com AP e Reuters

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