Turquia nega ter feito acordo com os EUA sobre uso de suas bases aéreas

Por iG São Paulo |

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Enquanto isso, combatentes do Estado Islâmico invadiram base militar abandonada pelo Exército do Iraque; milhares fugiram

O Ministro das Relações Exteriores da Turquia insistiu nesta segunda-feira (13) que não houve acordo com os Estados Unidos sobre o uso de suas bases para as operações contra os militantes do Estado islâmico.

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AP
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Em comentários divulgados pela agência estatal Anadolu, o chanceler Mevlut Cavusoglu disse, no entanto, que os dois países haviam concordado em treinar e equipar as forças de oposição.

"Não há nenhuma decisão no momento a respeito de Incirlik ou de qualquer outro assunto", disse Anadolu em referência a uma base aérea chave no sul da Turquia.

Mais cedo, um funcionário do governo disse que a Turquia e os Estados Unidos ainda estavam falando sobre a base aérea de Incirlik, bem como demandas turcas para a criação de uma zona de exclusão e uma área segura para os refugiados.

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O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a falar sobre o assunto publicamente. No domingo, as autoridades de defesa dos EUA disseram que a Turquia iria deixar as forças americanas e da coalizão usar suas bases para operações contra militantes Estado islâmico.

Iraque

No Iraque, até 180 mil foram deslocadas pelos confrontos dentro e em torno de Hit, na província de Anbar, desde que militantes do Estado Islâmico assumiram o controle da cidade no início deste mês, disse a Organização das Nações Unidas nesta segunda.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Dia 8: Estado Islâmico avança na Síria e protestos explodem na Turquia

Combatentes do Estado Islâmico invadiram uma base militar abandonada pelo Exército iraquiano cerca de oito quilômetros a oeste de Hit no início desta segunda-feira, de acordo com um oficial do Exército e três membros de uma milícia sunita apoiada pelo governo.

Os jihadistas roubaram três veículos blindados e ao menos cinco tanques, ateando fogo ao local em seguida, disseram o oficial e os milicianos sunitas.

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O Estado Islâmico tem avançado nas últimas semanas em sua ofensiva contra a província desértica de Anbar, que faz fronteira com a Síria, tendo assumido o controle da cidade de Hit em 2 de outubro e da vizinha Kubaisa em 4 de outubro.

Em decorrência do conflito e de ataques aéreos, conduzidos pelo governo iraquiano e uma coalizão liderada pelo Estados Unidos, até 30 mil famílias (cerca de 180 mil pessoas) fugiram de Hit, que fica 20 quilômetros a oeste da cidade de Ramadi, disse o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários em um comunicado.

O órgão disse que as pessoas fugiram em direção do leste, para Ramadi e Kahlidiya, ambas devastadas pela guerra. O Estado Islâmico controla a área que se estende de Qaim, na fronteira com a Síria e a leste do rio Eufrates, até a represa de Haditha, onde enfrenta forças de segurança e milícias tribais.

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A queda de Hit é tida como um passo do Estado Islâmico para isolar forças pró-governo que defendem a represa Haditha, onde é controlado o fluxo do Eufrates para o sul do Iraque.

Antes de cair nas mãos do Estado Islâmico, a cidade era um relativo oásis para famílias que tinham sido deslocadas de suas casas em toda a província de Anbar desde o início do ano. Cerca de 100 mil pessoas deslocadas viviam em Hit, disse a ONU.

*Com AP e Reuters

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