Polícia dos EUA prende ativistas em protestos contra racismo em St. Louis

Por Reuters |

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Centenas de ativistas pró-direitos civis assistiram a oradores, palestrantes e poetas durante ato em um estádio de Missouri

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Centenas de ativistas pró-direitos civis e manifestantes aplaudiram oradores, palestrantes e poetas em um estádio em St. Louis, no Estado norte-americano do Missouri, coroando um fim de semana de protestos contra a violência policial contra os negros, que resultou em 17 prisões no domingo. Mais protestos estão programados para esta segunda-feira (13).

Dia 9: Policial branco mata adolescente negro em St. Louis, EUA

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Ativistas participam de protesto em St. Louis, Missouri


Agosto: Velório de jovem negro reúne milhares em igreja de Missouri

Milhares de pessoas fizeram passeatas, vigílias e outras manifestações na região de St. Louis ao longo do domingo, pedindo a prisão de um policial branco que matou a tiros um adolescente negro desarmado, em agosto. 

Semanas de protestos se intensificaram na semana passada, depois que um segundo adolescente negro foi morto a tiros por um policial que estava de folga.

Os manifestantes que foram presos na manhã de domingo estavam realizando um protesto espontâneo na entrada de uma loja de conveniência no bairro de Shaw, onde Vonderrit Myers Jr, 18 anos, foi morto na semana passada. Segundo a polícia, ele atirou em agentes de segurança.

Centenas de ativistas viajaram dos Estados de Massachusetts, Virgínia, Nova York, Louisiana, bem como outras partes do país, para se unirem aos protestos e fóruns no fim de semana na região de St. Louis.

O caso

Um policial branco fora do horário de serviço matou um adolescente negro em St. Louis, disseram autoridades na madrugada de quinta (9), desencadeando protestos a poucos quilômetros do local onde outro policial matou um rapaz negro, no subúrbio de Ferguson.

A polícia disse que o jovem de 18 anos estava armado e disparou três tiros ao ser perseguido pelo policial. Policiais afirmam terem recuperado arma no local do tiroteio.

No tiroteio de quarta-feira o homem morto era uma das três pessoas que fugiram após a aproximação do policial, um veterano de seis anos no departamento, mas que no momento estava trabalhando para uma companhia de segurança privada, disse o chefe da polícia metropolitana de St Louis, Sam Dotson. O policial, que estava com o uniforme de guarda municipal, disparou 17 tiros no adolescente, segundo a polícia.

Uma multidão de cerca de 200 pessoas reuniu-se no local no bairro de Shaw, a 18 quilômetros de Ferguson. Muitos dos manifestantes seguiram em passeata por uma rua movimentada, parcialmente bloqueando o trânsito e gritando palavras de ordem, enquanto um helicóptero da polícia sobrevoava a área.

Teyonna Myers, 23 anos, disse ao jornal St. Louis Post-Dispatch ser a prima do suspeito e que ele estava desarmado quando foi morto.

"Ele tinha um sanduíche na mão e eles pensaram que era uma arma. É como Michael Brown, tudo de novo", disse ao jornal. A polícia não divulgou o nome do adolescente.

Em certo momento, cerca de uma dezenas de pessoas deram chutes e socos em dois veículos policiais, sendo uma viatura e um veículo à paisana. Manifestantes quebraram o vidro de trás de uma viatura. Nenhum dos manifestantes, alguns dos quais vieram de Ferguson, tinha sido preso até o início da quinta-feira, segundo o chefe de polícia Dotson.

"Acredito que o departamento mostrou um grande comedimento", disse Dotson em coletiva de imprensa.

O policial, que não ficou ferido, foi colocado em licença administrativa e uma investigação está em andamento, disse a polícia

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