Samra Kesinovic e Sabina Selimovic entraram em contato com seus pais recentemente; elas estariam casadas com militantes

Duas adolescentes austríacas que se tornaram "garotas propaganda" da jihad na Síria estão agora desesperadas para voltar para casa após ficarem completamente desiludidas com suas novas vidas, segundo informações do Daily Mail.

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Samra Kesinovic, à esq., que se juntou ao Estado Islâmico na Síria, e Sabina Selimovic, que embarcou com ela, se arrependeram e querem voltar para casa, diz a polícia
Reprodução/Youtube
Samra Kesinovic, à esq., que se juntou ao Estado Islâmico na Síria, e Sabina Selimovic, que embarcou com ela, se arrependeram e querem voltar para casa, diz a polícia


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Samra Kesinovic, 17, e sua amiga Sabina Selimovic, 15, cresceram na capital da Áustria, Viena, mas foram persuadidas a se juntarem ao movimento do Estado Islâmico em abril.

As garotas começaram a conversar com colegas de classe sobre seus novos estilos de vida quando partiram e deixaram para trás apenas um bilhete endereçado a seus pais, dizendo que "Não procurem por nós. Vamos servir a Alá – e morreremos por ele."

De acordo com as investigações, assim que desembarcaram na Síria, as meninas se casaram com combatentes e logo engravidaram.

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Policiais do país natal das jovens disseram que suas contas em mídias sociais foram assumidas e manipuladas por terceiros a fim de transmitir o que elas supostamente pensavam sobre a vida na Síria para encorajar outras adolescentes a se juntarem aos combatentes.

Mas profissionais do serviço de segurança disseram à mídia austríaca que as garotas conseguiram entrar em contato com suas famílias para dizer que elas já haviam visto o bastante e que agora gostariam de voltar para casa.

No entanto, eles alertam que não há quase nenhuma chance de a dupla deixar suas novas vidas. O jornal austríaco Oesterreich, o primeiro a informar sobre o arrependimento das jovens, é conhecido por ter contato assíduo e direto tanto com os profissionais que investigam o desaparecimento das jovens quanto com suas famílias.

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Conta das jovens em redes sociais destacariam suas vidas na Síria, mas seriam administradas por terceiros
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Conta das jovens em redes sociais destacariam suas vidas na Síria, mas seriam administradas por terceiros

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Ambos os pais das adolescentes haviam tentado contatá-las e acredita-se que uma forma de comunicação havia sido estabelecido entre eles. O jornal disse que as meninas estão atualmente em Raqqa, cidade síria controlada pelo Estado Islâmico, e haviam se casado com combatentes chechenos após chegarem à Síria.

Segundo porta-voz do Ministério do Interior, Karl-Heinz Grundboeck, a decisão de voltar ao país, porém, pode ter sido tomada tarde demais.

"O problema principal é essas pessoas voltarem à Áustria. Uma vez que elas deixaram o país rumo a Síria, isso é quase impossível", afirmou.

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A notícia surgiu após relatos no mês passado darem conta de que uma delas poderia ter sido morta. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente pelo governo do país.

As motivações das duas meninas na Síria não estão claras, mas antes de saírem da Áustria ambas tiveram contato com jovens chechenos e visitaram uma mesquita no segundo distrito de Viena.

E a polícia também expressou preocupações de que as duas estavam inspirando seus contemporâneos a se juntarem à jihad após duas outras adolescentes terem sido pegas tentando fugir do país para se juntarem ao Estado Islâmico.

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Poucas informações foram divulgadas sobre essas duas, além do fato de serem bósnias e terem a intenção de se unir ao grupo sunita. Uma delas teria 16 anos e a outra, 14, e os pais de ambas seriam de famílias iraquianas.

A polícia agora quer descobrir como elas se radicalizaram e se alguém as ajudou a planejar a viagem, que aparentemente estava programada para acontecer pela Turquia - seguindo o mesmo caminho que as outras duas meninas.

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A dupla foi pega quando a mãe de um terceiro amigo que deveria estar viajando com elas se tornou suspeita pela quantidade de bagagem que levava. Ao menos 130 deixaram a Áustria para lutar com jihadistas no exterior. Mais da metade dos combatentes austríacos vêm da região do Cáucaso e têm autorização de residência válida na Áustria.

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