Líder de Hong Kong promete que irá permanecer no cargo, em resposta a protestos

Por Reuters |

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Cerca de 200 barracas de manifestantes ocupam as ruas que levam ao centro financeiro; eles pedem a renúncia do líder

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O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, prometeu neste domingo (12) que irá permanecer no cargo, alertando os estudantes que pedem a sua renúncia que o movimento pró-democracia deles está fora decontrole.

Leung afirmou que o bloqueio a regiões chaves do centro financeiro asiático, entrando na sua terceira semana, não pode continuar indefinidamente.

Falando durante uma entrevista a uma TV local, Leung declarou que o seu governo vai continuar tentando o diálogo com os líderes dos estudantes, mas que não descarta o uso de uma “força mínima” para desbloquear a área.

AP
Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong

As últimas semanas “provaram que um movimento de massa é algo fácil de começar, mas difícil de terminar”, disse ele.

“Ninguém pode dar ritmo e direção a esse movimento. Ele é agora um movimento que perdeu controle.”

Leung também afirmou que não há chances de os líderes chineses mudarem a decisão de limitar a democracia em Hong Kong.

Foi prometida à ex-colônia britânica que as suas liberdades seriam protegidas, quando o Reino Unido devolveu a região para a China há 17 anos.

Um jornal oficial de Pequim descreveu o movimento em Hong Kong como uma “agitação” num editorial de primeira página neste sábado, uma linguagem que, segundo analistas, mostra o crescente desconforto entre os líderes chineses.

Cerca de 200 barracas de manifestantes ocupam as ruas que levam ao centro financeiro de Hong Kong. Eles tocam violão, jogam cartas, estudam e leem.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Recados, sinais e cartazes de protesto decoram muros e calçadas. Muitos visitantes estiveram no local neste domingo. “As pessoas aqui compartilham o mesmo objetivo. Lutamos por um futuro melhor. É como uma utopia aqui”, disse Maggie Cheung, uma professora de 27 anos.

Nem todos estão satisfeitos com o clima festivo. Trabalhadores em construção e motoristas querem o fim das barricadas que prejudicam o seu trabalho. "Democracia é muito importante, mas a sobrevivência das pessoas também”, disse o taxista Chan Tak-keung.

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