Cerca de 200 barracas de manifestantes ocupam as ruas que levam ao centro financeiro; eles pedem a renúncia do líder

Reuters

O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, prometeu neste domingo (12) que irá permanecer no cargo, alertando os estudantes que pedem a sua renúncia que o movimento pró-democracia deles está fora decontrole.

Leung afirmou que o bloqueio a regiões chaves do centro financeiro asiático, entrando na sua terceira semana, não pode continuar indefinidamente.

Falando durante uma entrevista a uma TV local, Leung declarou que o seu governo vai continuar tentando o diálogo com os líderes dos estudantes, mas que não descarta o uso de uma “força mínima” para desbloquear a área.

Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong
AP
Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong

As últimas semanas “provaram que um movimento de massa é algo fácil de começar, mas difícil de terminar”, disse ele.

“Ninguém pode dar ritmo e direção a esse movimento. Ele é agora um movimento que perdeu controle.”

Leung também afirmou que não há chances de os líderes chineses mudarem a decisão de limitar a democracia em Hong Kong.

Foi prometida à ex-colônia britânica que as suas liberdades seriam protegidas, quando o Reino Unido devolveu a região para a China há 17 anos.

Um jornal oficial de Pequim descreveu o movimento em Hong Kong como uma “agitação” num editorial de primeira página neste sábado, uma linguagem que, segundo analistas, mostra o crescente desconforto entre os líderes chineses.

Cerca de 200 barracas de manifestantes ocupam as ruas que levam ao centro financeiro de Hong Kong. Eles tocam violão, jogam cartas, estudam e leem.

Recados, sinais e cartazes de protesto decoram muros e calçadas. Muitos visitantes estiveram no local neste domingo. “As pessoas aqui compartilham o mesmo objetivo. Lutamos por um futuro melhor. É como uma utopia aqui”, disse Maggie Cheung, uma professora de 27 anos.

Nem todos estão satisfeitos com o clima festivo. Trabalhadores em construção e motoristas querem o fim das barricadas que prejudicam o seu trabalho. "Democracia é muito importante, mas a sobrevivência das pessoas também”, disse o taxista Chan Tak-keung.

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