ONU diz que população de Kobani será massacrada caso cidade síria seja completamente tomada pelos rebeldes

Reuters

A Turquia vai oferecer treinamento e equipamento para grupos de oposição moderados na Síria, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (10). Além disso, uma equipe de planejamento do Exército norte-americano vai visitar a capital do país, Ancara, na próxima semana para discutir o tema com mais detalhes.

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O anúncio foi feito pela porta-voz do departamento, Marie Harf, ao detalhar o encontro entre autoridades dos EUA e da Turquia em Ancara, cujo intuito é também continuar planejando conjuntamente estratégias militares para enfrentar os rebeldes sunitas, que tem aterrorizado a população curda da cidade síria de Kobani, na fronteira turca.

O general aposentado dos EUA John Allen e o enviado especial Brett McGurk, autoridades responsáveis por estabelecer a coalizão para enfrentar os militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, viajaram para a Turquia para pressionar as autoridades do país a desempenhar um papel maior no confronto.

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A situação atingiu um ponto crítico nesta semana, depois que os militantes do grupo rebelde alcançaram Kobani. Nesta sexta-feira, 40% da cidade estava ocupada, segundo o Observatório dos Direitos Humanos Sírio. A ONU alertou que milhares de pessoas "devem provavelmente ser massacradas" se a cidade for dominada.

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Harf disse que informações preliminares indicam que o número de civis em Kobani e região "segue baixo", já que a maioria a abandonou em direção à Turquia nas últimas três semanas. "Mas é algo difícil de estimar", afirmou.

Ancara ressente às insinuações de Washington de que o país não está atuando com a força que pode na questão e pede ações conjuntas maiores que também mirem as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Harf disse que a Turquia poderia ser útil "em diversas maneiras, não apenas com ação militar direta." Ainda que tenha se recusado a oferecer mais detalhes, a porta-voz disse que as discussões incluíram temas como se a Turquia iria ou não oferecer tropas no solo para o confronto.

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