Partido anti-União Europeia obtém primeira cadeira no Parlamento britânico

Por Reuters | - Atualizada às

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O partido prova ser uma ameaça aos dois principais partidos do país na eleição nacional do ano que vem

Reuters

Crítico da União Europeia, o Partido da Independência da Grã-Bretanha (Ukip, na sigla em inglês) conquistou sua primeira cadeira no parlamento nesta sexta-feira por uma larga margem e chegou em segundo por uma diferença pequena em outra votação, provando ser uma ameaça aos dois principais partidos do país na eleição nacional do ano que vem.

Era esperado que o Ukip, que quer que a Grã-Bretanha saia da UE e restrinja a imigração, fosse bem nas duas eleições, mas a margem inesperadamente grande de votos de sua vitória na cidade litorânea de Clacton e seu ótimo desempenho em um pleito no norte inglês, que quase venceu, surpreenderam.

Em Clacton, a legenda obteve 60 por cento dos votos depois que o representante local do Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, David Cameron, debandou para o Ukip, que não teve candidato na região em 2010.

Em Heywood e Middleton, no norte da Inglaterra, um reduto do oposicionista Partido Trabalhista, o Ukip levou quase 39 por cento dos votos, tendo obtido menos de 3 por cento quatro anos atrás.

“Não há nada fora do nosso alcance”, declarou Douglas Carswell, novo parlamentar de Clacton, agora no Ukip, aos seus apoiadores. “Nosso sucesso ameaça dividir o voto na centro-direita e conquistar parte do voto na esquerda tradicional também, tornando mais difícil para qualquer partido obter a maioria absoluta”.

O sucesso do partido anti-UE, quatro meses depois que ganhou as eleições europeias na Grã-Bretanha e sete meses antes de uma eleição nacional, ameaça romper um ciclo de poder há várias gerações, pelo qual os dois principais partidos do país, o Conservador e o Trabalhista, se revezam no governo.

A Grã-Bretanha já tem um governo de coalizão, o primeiro desde a Segunda Guerra Mundial, e a ascensão do Ukip, se se mantiver, promete fazer com que tais arranjos de governo sejam mais comuns em sexta maior economia do mundo.

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