Manifestantes de Hong Kong se reagrupam após governo cancelar negociações

Por Reuters |

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Conversas foram canceladas porque é improvável que sejam construtivas, segundo secretária-chefe do Executivo da região

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Centenas de manifestantes se reagruparam no centro de Hong Kong nesta sexta-feira para pressionar por seus pedidos por democracia, um dia após o governo ter cancelado o diálogo com os estudantes em meio a um impasse que já dura duas semanas e abalou o centro financeiro do território da China.

Assista: Protestos pró-democracia perdem força em Hong Kong

Dia 7: Ativistas em Hong Kong reduzem bloqueios; diálogo com governo local continua

AP
Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong


Muitos chegaram com barracas, sugerindo que podem ficar por um bom tempo no local, apesar de um pedido da polícia para que removessem os obstáculos que bloqueavam as principais vias que conduzem ao distrito financeiro central, causando trânsito e caos no transporte com engarrafamentos de vários quilômetros.

A polícia disse que tomaria medidas em um momento apropriado, sem especificar quando.

“Eu instalei minha barraca aqui sob a ponte e irei para a ocupação quando puder”, disse Wong Lai-wa, de 23 anos. “Eu posso voltar para a escola durante o dia, mas farei todo o esforço para voltar."

Os manifestantes estão bem equipados, com estações de abastecimento estocadas com itens como água, biscoitos, macarrão e cereais. Eles também têm chuveiros improvisados e dezenas de tendas.

A decisão do governo de cancelar as conversas com os estudantes na quinta-feira aconteceu após legisladores democráticos terem exigido que as autoridades anticorrupção investigassem um pagamento de 6,4 milhões de dólares feito por uma empresa para o líder da cidade, Leung Chun-ying, enquanto ocupava o cargo.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters


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