Rami Hamdallah deve visitar áreas destruídas pela guerra; sua presença pode incentivar países a reconstruirem Faixa de Gaza

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, chegou à Faixa de Gaza, território dominado pelo grupo Hamas, nesta quinta-feira (9) para realizar a primeira reunião do governo de unidade nacional desde a breve guerra civil em 2007 entre o grupo islâmico e forças leais ao partido Fatah.

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O palestino Hamdan al-Najjar vasculha os escombros de sua casa destruída na cidade de Khuzaa, sul da Faixa de Gaza (1/10)
AP
O palestino Hamdan al-Najjar vasculha os escombros de sua casa destruída na cidade de Khuzaa, sul da Faixa de Gaza (1/10)


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Dezenas de seguranças do Fatah leais ao presidente Mahmoud Abbas e também policiais do Ministério do Interior do Hamas fizeram a proteção de Hamdallah, que fez uma inspeção simbólica de uma guarda policial.

Em sua agenda, ele deve visitar regiões destruídas na guerra de 50 dias com Israel em julho e agosto, e sua presença pode encorajar países doadores a se comprometerem com recursos para reconstruir Gaza, cujos custos Hamdallah estimou que serão da ordem de 4 bilhões de dólares nos próximos três anos.

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"Eu venho a vocês representando o presidente Mahmoud Abbas e, como chefe do governo nacional de consenso, para assumir nossas responsabilidades, atender suas necessidades e lançar um esforço abrangente para ajudar Gaza e trazer alívio para nosso povo aqui", disse ele.

Partidos palestinos concordaram, no mês passado, que o governo de união assumiria a autoridade imediata sobre Gaza antes de uma conferência internacional de ajuda humanitária em 12 de outubro na capital do Egito, Cairo. Os dois lados concordaram em maio com a formação de um gabinete conjunto.

ONU

Em setembro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu comparou seu recente bombardeio na Faixa de Gaza com a ação liderada pelos EUA contra militantes na Síria e Iraque, dizendo que o Hamas e o Estado Islâmico compartilham o mesmo objetivo de dominar o mundo.

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Dirigindo-se à Assembleia Geral da ONU, Netanyahu acusou o Hamas de cometer "crimes de guerra de verdade" em Gaza usando civis palestinos como escudos humanos.

A afirmação foi uma resposta irritada ao discurso do líder palestino Mahmoud Abbas na última semana da ONU, que acusou Israel de conduzir uma "guerra de genocídio" em Gaza.

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Netanyahu protestou contra os líderes mundiais que condenaram Israel por sua guerra contra o Hamas e elogiaram o presidente Barack Obama por atacar militantes do Estado Islâmico e outros extremistas na Síria e no Iraque.

Eles "evidentemente não entendem que o EI e o Hamas são ramos da mesma árvore venenosa", disse o primeiro-ministro israelense, referindo-se ao grupo Estado Islâmico por um dos seus acrônimos.

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Netanyahu disse que os líderes do Hamas e do grupo sunita compartilham o mesmo objetivo de impor o islamismo militante no mundo.

"O objetivo imediato do Hamas é destruir Israel, mas eles têm um objetivo mais amplo", disse ele. "Quando se trata de seus objetivos finais, o Hamas é o EI, e o EI é o Hamas."

*Com AP e Reuters

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