Conversas foram canceladas porque é improvável que sejam construtivas, segundo secretária-chefe do Executivo da região

As negociações entre o governo e os líderes estudantis dos protestos pró-democracia que bloquearam as estradas para um dos principais centros financeiros da Ásia por quase duas semanas foram canceladas porque é improvável que sejam construtivas, disse nesta quinta-feira (9) autoridade do governo de Hong Kong.

Assista: Protestos pró-democracia perdem força em Hong Kong

Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong
AP
Manifestantes descansam em áreas ocupadas no distrito central de Hong Kong


Dia 7: Ativistas em Hong Kong reduzem bloqueios; diálogo com governo local continua

"A base para um diálogo construtivo foi minada. É impossível ter uma reunião construtiva amanhã [sexta-feira]", disse a secretária-chefe do Executivo da Região Administrativa Especial chinesa, Carrie Lam, em declaração a jornalistas.

A porta-voz da Federação de Estudantes, Yvonne Leung, informou que os estudantes iriam reagir ao rompimento das negociações por parte do governo.

"Vamos responder por volta das 21h (10h, horário de Brasília)", escreveu Yvonne Leung.

Dia 6: 'A bola está nas mãos do governo', diz líder dos protestos em Hong Kong

Os manifestantes têm ocupado as ruas de Hong Kong desde o dia 28 de setembro. Eles exigem uma eleição totalmente democrática para o próximo chefe do Executivo do território.

Ativistas exigem que o governo da região chinesa abandonem os planos de Pequim e permitam que os candidatos para as eleições de 2017 na cidade sejam escolhidos livremente. Eles também querem que o atual líder apoiado por Pequim, Leung Chun-ying, renuncie. 

Dia 4: Manifestantes rivais se enfrentam nos arredores de Hong Kong

Investigações

O Departamento de Justiça de Hong Kong concedeu nesta quinta-feira ao Ministério Público autoridade para lidar com a investigação de um pagamento de uma empresa ao dirigente do governo local para evitar qualquer percepção de parcialidade.

A mudança ocorreu depois que o Partido Democrata disse ter pedido à Comissão Independente Contra a Corrupção que investigasse Leung Chun-ying por um pagamento 6,4 milhões dólares que ele recebeu de uma empresa de engenharia australiana quando já estava no poder.

Dia 3: Manifestantes suspendem diálogo com o governo de Hong Kong

O departamento disse que parte do poder atribuído consiste em "avaliar e decidir se será formalizada uma acusação".

*Com AP e Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.