Dezenas de milhares protestam no México após desaparecimento de 43 estudantes

Por iG São Paulo |

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Ativistas marcharam e bloquearam uma importante rodovia da capital de Guerrero; polícia pode ter envolvimento com o caso

Dezenas de milhares de professores, ativistas e moradores marcharam e bloquearam uma importante rodovia da capital do estado de Guerrero para protestar contra o desaparecimento de 43 estudantes universitários e exigirem que as autoridades os encontrem.

Domingo: Investigadores do México acham corpos que podem ser de desaparecidos

AP
Estudantes mascarados protestam contra o desaparecimento de 43 colegas de classe em Chilpancingo, México (8/10)


Setembro: México busca 58 estudantes desaparecidos após confronto com a polícia

Os manifestantes fecharam a estrada que liga a Cidade do México a Acapulco marchando com uma bandeira dizendo "Quem governa Guerrero?" - Uma referência ao fato de que a polícia local tem atuado em conjunto com o crime organizado e têm sido implicada nos desaparecimentos da cidade de Iguala.

"Estamos nas mãos de quem?", questionou Rosa Ruth Rodriguez Mendiola, uma dona de casa da cidade de Atoyac que ingressou na marcha em Chilpancingo.

Os investigadores ainda não sabem se entre os 28 corpos encontrados em uma vala comum no fim de semana estão os alunos desaparecidos depois de ataques supostamente envolvendo a polícia de Iguala onde seis foram mortos e ao menos 25 ficaram feridos.

As marchas ocorreram durante toda a noite de quarta-feira (8) contra o suposto massacre de estudantes no Estado de Guerrero, sul do país. O episódio em Iguala, terceira maior cidade do Estado, é um dos piores episódios da história da guerra às drogas mexicana.

Depois de os corpos terem sido encontrados queimados na periferia da cidade, o governador do Estado, Angel Aguirre, disse acreditar que os jovens foram mortos pela polícia em conluio com os criminosos. A identidade dos cadáveres ainda não foi confirmada.

Em Chilpancingo, capital de Guerrero, parentes dos jovens, colegas da escola Ayotzinapa e ativistas bloquearam a movimentada rodovia do Sol, que conduz ao famoso balneário de Acapulco, e depois acamparam no centro da cidade.

"Ayotzinapa, crime de Estado" e "Chega de violência", diziam os cartazes levados pelos manifestantes que exigiam a renúncia do governador.

Na Cidade do México e em outras cidades manifestantes repetiam slogans contra o presidente Enrique Peña Nieto, que vem sendo criticado por intervir apenas uma semana depois, quando enviou autoridades federais a Iguala.

*Com AP e Reuters

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