Testemunha em Sanaa contou ao menos 20 corpos logo após o ataque, que deixou 75 feridos; a ação ainda não foi reivindicada

Dois atentados suicidas - o primeiro contra o poderoso movimento muçulmano xiita Houthi e o segundo atingiu acampamento militar ao sul - deixaram cerca de 70 mortos nesta quinta-feira (9) no Iêmen, horas depois de uma crise política ter forçado o primeiro-ministro a renunciar.

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Pessoas se reúnem no local onde ocorreu atentado suicida enquanto funcionários de segurança iemenitas recolhem detritos em Sanaa, Iêmen
AP
Pessoas se reúnem no local onde ocorreu atentado suicida enquanto funcionários de segurança iemenitas recolhem detritos em Sanaa, Iêmen


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Os bombardeios ressaltaram a situação altamente volátil do Iêmen após a capital da nação que fica ao sul da Península Arábica, Sanaa, ter sido ocupada no mês passado pelos rebeldes xiitas Houthi.

O homem-bomba detonou seu cinto carregado de explosivos em Sanaa quando se aproximou de posto de segurança ocupado por rebeldes xiitas conhecidos como houthis matando 47 e ferindo outros 75. Horas depois, um carro-bomba deixou vítimas em um posto de segurança na periferia da cidade portuária de Mar Arábico de Mukalla, matando 20 soldados e ferindo 15.

Uma testemunha da Reuters na capital do país contou ao menos 20 corpos imediatamente após o ataque, que teve como alvo um posto de controle operado pelos Houthis, a principal base de poder do país desde que as forças paramilitares desse movimento tomaram a capital em 21 de setembro, depois de semanas de protestos contra o governo.

Um policial que fazia a segurança de um banco perto da praça Tahrir, no centro de Sanaa, disse que o homem usando o que parecia ser um cinto repleto de explosivo aproximou-se de um ponto de controle do movimento Houthi. Nessa região um grupo ligado à rede Al-Qaeda tem atacado instalações militares e edifícios do governo nos últimos meses.

Os ataques ocorreram poucas horas depois que um embate político entre os Houthis e o presidente Abd-Rabbu Mansour provocou a renúncia do primeiro-ministro Ahmed Awad bin Mubarak, cuja nomeação na terça-feira havia irritado os líderes Houthis.

No outro ataque, em Burooom, uma região litorânea no leste da província de Hadramout, um hommem lançou um carro-bomba contra um acampamento militar, enquanto homens armados tentaram invadir a instalação, disseram uma autoridade local e uma testemunha. Os soldados reagiram, mas a Saba afirmou que 20 soldados foram mortos. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques até o momento.

*Com AP e Reuters

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