Segundo autoridades da França, 11 parentes, incluindo senhora de idade, saíram da Riviera Francesa para se unirem a jihadistas

Autoridades da França suspeitam que uma família inteira - 11 pessoas, incluindo uma senhora de idade - partiram para a Síria e juntaram à luta de jihadistas.

Hoje: Ataques aéreos fizeram o Estado Islâmico recuar em Kobani, dizem curdos

Policial de Kosovo gesticula do lado de fora do apartamento do vice-presidente do LISBA, Fuad Ramiqi, durante batida policial em Pristi (17/09)
AP
Policial de Kosovo gesticula do lado de fora do apartamento do vice-presidente do LISBA, Fuad Ramiqi, durante batida policial em Pristi (17/09)


Ontem: Coalizão ataca área síria; Turquia pede ação terrestre

Procuradores anti-terrorismo de Paris abriram investigação preliminar nesta quarta-feira (8) após o desaparecimento da família de Nice, na Riviera Francesa.

O governo da França estima que cerca de 1 mil de seus habitantes deixaram o país para se juntar a jihad na Síria e o Iraque este ano. Já o Ministério do Interior estima que 350 ainda estão lá.

A França foi o primeiro país a aderir aos ataques liderados pelos EUA contra os extremistas do Estado Islâmico e aumentou seu monitoramento a franceses suspeitos de se juntarem ao grupo sunita.

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O parlamento está debatendo um projeto de lei para fornecer novas ferramentas para o combate ao terrorismo, incluindo reter passaportes dos suspeitos de serem combatentes jihadistas.

Bombardeios

Seis ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico atingiram militantes perto de Kobani, cidade fronteiriça síria de população curda, na terça e nesta quarta-feira, de acordo com os militares norte-americanos.

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Segunda: Estado Islâmico hasteia bandeira no leste de cidade curda síria sitiada

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) afirmou em um comunicado nesta quarta-feira que os ataques destruíram um veículo blindado de transporte de pessoal, veículos armados e peças de artilharia pertencentes ao grupo radical sunita.

As incursões aéreas foram parte de nove ataques na Síria ao longo dos dois últimos dias, conduzidos com os Emirados Árabes Unidos, usando bombardeiros, caças e aeronaves não tripuladas, informou o Centcom. “Todas as aeronaves saíram das áreas atacadas em segurança”, acrescentou.

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A ofensiva perto de Kobani parece ter repelido a facção militante, que aparentava ter ocupado a cidade síria, que faz divisa com a Turquia, após um cerco de três semanas. Os ataques aéreos na área redobraram depois que o Estado Islâmico hasteou sua bandeira negra no lado leste de Kobani na segunda-feira.

Dois outros ataques visando o Estado Islâmico perto de Raqqa, na prática, a capital do grupo na Síria, atingiram um campo de treinamento dos militantes e os combatentes no local, segundo o Centcom. Outra incursão perto de Deir al-Zor destruiu um tanque, afirmou o comando.

Medo: Cidade na fronteira da Síria segue sob cerco do Estado Islâmico

Os EUA, a Grã-Bretanha e a Holanda também realizaram cinco ataques contra o Estado Islâmico no Iraque na terça e na quarta-feira usando caças e aeronaves não tripuladas, afirma o comunicado.

*Com AP e Reuters

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