Cidade de Kobani não é alvo estratégico dos EUA, sugere secretário de Estado

Por Reuters |

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'Apesar de ser horrível assistir ao que está acontecendo, você tem que ter objetivo estratégico', afirma o secretário de Estado

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O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, indiciou nesta quarta-feira (8) que impedir a tomada da cidade síria de Kobani por combatentes do Estado Islâmico não é um objetivo estratégico dos Estados Unidos, e disse que a ideia de uma zona tampão precisa ser amplamente estudada.

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AP
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"Apesar de ser horrível assistir em tempo real o que está acontecendo em Kobani. Mas você tem que dar um passo atrás e entender o objetivo estratégico", disse Kerry a repórteres em entrevista coletiva ao lado do secretário do Exterior britânico, Philip Hammond.

"Apesar da crise em Kobani, as metas originais de nossos esforços têm sido os centros de comando e controle, a infraestrutura", disse. "Estamos tentando privar o (Estado Islâmico) da capacidade global de fazer isso, não apenas em Kobani, mas por toda a Síria e no Iraque."

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Kerry disse ainda esperar que a Turquia, que cobrou a imposição de uma zona de exclusão aérea, o estabelecimento de uma zona tampão na Síria e um maior esforço contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, decida "nas próximas horas e dias" sobre o papel que pode ter contra o Estado Islâmico, o qual é chamado pelo governo dos EUA de Isil.

A França disse na quarta-feira que apoia a ideia de estabelecer uma zona tampão entre a Turquia e a Síria para criar um local seguro destinado a pessoas desabrigadas, informou o gabinete do presidente François Hollande após conversa com seu homólogo da Turquia.

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O britânico Hammond reagiu com cautela à ideia, assim como Kerry, ponderando que isso já foi proposto há algum tempo e que o assunto precisa ser estudado de perto.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Mais cedo, seis ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico atingiram militantes perto de Kobani na terça e nesta quarta-feira, de acordo com os militares norte-americanos.

O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) afirmou em um comunicado nesta quarta-feira que os ataques destruíram um veículo blindado de transporte de pessoal, veículos armados e peças de artilharia pertencentes ao grupo radical sunita.

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As incursões aéreas foram parte de nove ataques na Síria ao longo dos dois últimos dias, conduzidos com os Emirados Árabes Unidos, usando bombardeiros, caças e aeronaves não tripuladas, informou o Centcom. "Todas as aeronaves saíram das áreas atacadas em segurança", acrescentou.

A ofensiva perto de Kobani parece ter repelido a facção militante, que aparentava ter ocupado a cidade síria, que faz divisa com a Turquia, após um cerco de três semanas. Os ataques aéreos na área redobraram depois que o Estado Islâmico hasteou sua bandeira negra no lado leste de Kobani na segunda-feira.

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Dois outros ataques visando o Estado Islâmico perto de Raqqa, na prática, a capital do grupo na Síria, atingiram um campo de treinamento dos militantes e os combatentes no local, segundo o Centcom. Outra incursão perto de Deir al-Zor destruiu um tanque, afirmou o comando.

Os EUA, a Grã-Bretanha e a Holanda também realizaram cinco ataques contra o Estado Islâmico no Iraque na terça e na quarta-feira usando caças e aeronaves não tripuladas, afirma o comunicado.

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