Ataques aéreos fizeram o Estado Islâmico recuar em Kobani, dizem curdos

Por Reuters |

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Cidade da Síria se tornou foco da atenção internacional após avanço dos extremistas levar 180 mil a fugir rumo a Turquia

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Ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (8) levaram combatentes do Estado Islâmico a recuar para os limites da cidade fronteiriça curda síria de Kobani, a qual tentam tomar em uma ofensiva que já dura três semanas, disseram representantes locais.

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A cidade tornou-se foco da atenção internacional desde que o avanço dos extremistas levou 180 mil, a maioria curdos, a fugir para a Turquia, país que enfureceu sua própria minoria curda - e seus parceiros da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Washington- ao se recusar a intervir.

O Estado Islâmico hasteou sua bandeira preta no limite oriental da cidade na segunda-feira, mas, desde então, ataques aéreos foram redobrados pela coalizão liderada pelos EUA, que inclui Estados do Golfo Pérsico que buscam reverter o avanço dos jihadistas na Síria e no Iraque.

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Intensos tiroteios puderam ser ouvidos na manhã desta quarta-feira a partir da fronteira da Turquia.

"Eles agora estão fora das entradas da cidade de Kobani. O bombardeamento foi muito eficaz e, como resultado, o EI foi forçado a recuar de muitas posições", disse Idris Nassan, vice-ministro de Relações Exteriores do distrito de Kobani, à Reuters por telefone, referindo-se ao acrônimo do Estado Islâmico.

"Este é o maior recuo deles desde que entraram na cidade e nós podemos considerar isso como o começo da contagem regressiva de sua retirada da área."

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O Estado Islâmico tem avançado sobre a cidade, considerada estrategicamente importante, por três lados e a castigado com salvas de artilharia, apesar da brava resistência das forças curdas, que tem menor poderio de fogo.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Especialistas de defesa disseram ser improvável que o avanço possa ser contido apenas por ataques aéreos - um fato que deixou não apenas Washington mas também os descendentes étnicos dos curdos sírios no país vizinho a exigir saber por que tanques da Turquia alinhados e em linha direta de visão a Kobani ainda não atravessaram a fronteira para proteger a cidade.

No entanto, muitos turcos distantes do sudeste do país consideram que é bem melhor arriscar alienar os curdos do que ser sugado para uma guerra terrestre na Síria.

Pelo menos 12 pessoas morreram e dezenas mais ficaram feridas na terça-feira, após simpatizantes do grupo renegado curdo PKK ter se confrontado com a polícia e com islamistas nas cidades e povoados no sudeste da Turquia, predominantemente composto de curdos, assim como em Istambul e Ancara.

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Além de se tornar um alvo para o Estado Islâmico, grupo que é ativo em grande parte de sua fronteira com a Síria, a Turquia teme ser tragada para dentro da complexa guerra civil síria e talvez ter que combater as forças de seu inimigo declarado, o presidente Bashar al-Assad.

Com isso em mente, o presidente Tayyip Erdogan estipulou rígidas condições para a Turquia contemplar um ataque ao Estado Islâmico sobre território soberano sírio.

Na terça-feira, ele reiterou essas demandas: a aplicação de uma "zona livre de voos" sobre a Síria perto da fronteira com a Turquia; a criação de uma zona de segurança dentro da Síria para permitir que estimados 1,2 milhão de refugiados atualmente na Turquia retornem; e o armamento de grupos moderados de oposição para ajudar a derrubar Assad.

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