Passagem do Tufão Phanfone mata seis em província japonesa

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Entre os mortos está um militar norte-americano; população é vítima de, entre outros, deslizamento de terra e do mar revolto

Um tufão poderoso que levou três pilotos americanos ao mar em Okinawa, matando ao menos um na segunda-feira (6), já deixou ao menos seis mortos até esta terça-feira (7), provocando a parada de trens, voos e deslizamentos de terra antes de desviar para o Oceano Pacífico.

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AP
Pedestres caminham em rua de Tóquio enquanto poderoso tufão se aproximava da região (6/10)


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O número de mortos em consequência da passagem do Tufão Phanfone pelo país deve subir, de acordo com as autoridades. Uma das vítimas fatais era um militar norte-americano e fotografava a tempestade junto a dois colegas quando foi engolido pelas ondas geradas pelo tufão na costa de Okinawa. Os outros dois ainda estão desaparecidos, de acordo com a Força Aérea e a Guarda Costeira japonesa.

Em Yokohama, dois homens, entre 20 e 30 anos, morreram quando deslizamentos de terra destruíram suas casas, informou fonte do governo local. Segundo o jornal Asahi, cinco estão desaparecidos e outros 62, feridos.

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A Agência Kyodo também informou a morte de um homem de 77 anos, que foi arrastado pelas águas do rio em Yamanashi, e de outro de 78 anos, vítima de um deslizamento de terra em Ibaraki.

No domingo (5) e segunda, as autoridades recomendaram a retirada dos moradores de 12 cidades, representando 2,7 milhões de pessoas. O tufão levou ainda ao cancelamento de 620 voos nacionais e internacionais, afetando cerca de 135 mil passageiros.

O tufão desembarcou perto da cidade de Hamamatsu pouco depois das 8 horas da manhã de domingo e viajou em direção ao norte antes de virar para o leste ao seguir para o Pacífico ao norte de Tóquio.

Autoridades aconselharam mais de 2 milhões a se retirarem da área, de acordo com a Kyodo News Service.

Segundo a Força Aérea, as buscas pelos pilotos desaparecidos foram interrompidas por causa do mar revolto. Okinawa é o lar de cerca de metade das cerca de 50 mil tropas americanas no Japão.

Tanya King, que estava em Sinapolo, um dos centros populacionais na Rota do fenômeno, disse via Facebook que estava sem energia elétrica e ainda esperava por horas de ventos muito fortes após o olho do tufão passar pela área. Ela disse que um amigo que mora perto do mar tinha janelas quebradas, "mas está tudo bem", avaliou.

*Com Agência Brasil e AP

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