Suposta mãe de dois filhos, mulher-bomba ataca base do Estado Islâmico na Síria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Curda teria matado terroristas para defender cidade fronteiriça perto da Turquia; post de apoio no Twitter fala da maternidade

Militante curda se suicidou ao atacar militantes do Estado Islâmico enquanto tentava defender a cidade síria de Kobani, alvo dos jihadistas. As informações são do The Independent e do Daily Mail.

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Reprodução/Youtube
Deilar Kanj Khamis se suicidou para matar militantes do EI. Imagens no Twitter sugerem que ela era mãe de dois filhos


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Deilar Kanj Khamis, conhecida como Arin Mirkan, seu nome de guerra, acinou bomba presa ao seu corpo em uma posição ao leste da cidade fronteiriça de Kobani. De acordo com homenagens no Twitter, ela era mãe de dois filhos, embora essa informação não tenha sido confirmada.

Ela era membro da Unidade de Proteção da Mulher, um ramo da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG, na sigla em inglês), principal milícia curda. A Força tem mais de 10 mil combatentes femininas que têm desempenhado papel importante nas batalhas contra o grupo sunita, disse Nasser Haj Mansour, um funcionário da Defesa na região curda da Síria.

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Ela chegou a entrar em confronto com os militantes antes de acionar explosivo, disse grupo de monitoramento dos conflitos na Síria no domingo. O ataque suicida foi realizado durante confrontos pesados após a cidade ser atacada por morteiros dos extremistas.

Embora os ataques aéreos dos EUA segmentarem as unidades do EI no norte da Síria, combatentes curdos pedem "apoio em terra", se a coalizão quiser ter alguma esperança de manter a cidade estratégica sob liderança síria. O ato da mulher-bomba marca o primeiro ataque suicida feira por uma curda, de acordo com grupo de monitoramento sediado no Reino Unido.

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Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Rami Abdurrahman, fundador e diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse ao Independent que "não pode confirmar o número exato" de militantes extremistas mortos pelo ataque específico, mas os confrontos de domingo mataram 27 terroristas.

Combatentes tentam manter os jihadistas longe de Kobani, que é povoada principalmente por curdos, e clama por munição e armas pesadas para ajudar em sua batalha enquanto dizem que os bombardeios dos EUA "têm feito pouco para evitar o avanço do EI".

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"Os ataques aéreos por si só são realmente insuficientes para derrotar o EI em Kobani", disse Idris Nassan, um porta-voz sênior para os combatentes curdos, de acordo com o Guardian.

"Eles estão sitiando a cidade por três lados e aviões de combate simplesmente não podem abater todos ou cada lutador do EI em solo", acrescentou. "Cada vez que um avião se aproxima, eles deixam suas posições em aberto, se dispersam e se escondem. O que realmente precisamos é de apoio em terra. Precisamos de armas pesadas e munições para afastá-los e derrotá-los", disse ele.

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A ação dos militantes na cidade já dura semanas e forçaram ao menos 160 mil a fugirem da Síria por meio das fronteiras, provocando um dos maiores êxodos da guerra civil síria.

*Com AP

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