Raio mata 11 índios e deixa outros 13 feridos na Colômbia; vídeo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Seis estão internados em estado grave; presidente twittou suas condolências e disse que equipes de resgate ajudaram o grupo

Um raio matou 11 índios e deixou outros ao menos 13 feridos, seis deles em estado grave, em uma comunidade da Colômbia, segundo a CNN.

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Equipes de resgate levaram o grupo para um hospital local, de acordo com o general Germán Saavedra. O raio caiu às 3h da manhã de segunda-feira (6) durante um ritual da comunidade Wiwa, localizada na Sierra Nevada de Santa Marta, segundo informações da Caracol TV, afiliada da CNN.

"Sei que isso é normal porque é um fenômeno da natureza, mas nunca nada disso ocorreu antes", disse Marta Cecilia Gil, que entre lágrimas contou ter perdido o irmão e o cunhado na tragédia.

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, twittou suas condolências e disse ter colocados helicópteros do Exército e da Polícia para removerem as vítimas da tragédia.

Mauricio Blanco, conselheiro administrativo e gestor sociocultural da reserva Kogi Malay disse que ao menos 60 adultos estavam reunidos em la kankurúa, uma espécie de templo, realizando "trabalhos espirituais" quando o raio caiu.

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Reuters
Soldados e policiais de equipes de resgate ajudam índios atingidos por raio a descerem de helicóptero do Exército em Santa Marta, Colômbia (6/10)

Bernardo Gil Moscote, membro da comunidade Wiwa, estava no local da cerimônia e contou que o grupo estava reunido para discutir temas de interesse da comunidade e dos problemas que a afeta.

"Eu estava com sede e fui procurar água. Cheguei em casa em meio a chuva quando ouvi o barulho do trovão. Dois minutos mais tarde, quando voltei, a cabana estava em chamas. Depois só consegui ouvir o grito dos homens", narrou Moscote, que depois de ajudar a resgatar os feridos viajou três horas para notificar as autoridades da região sobre a tragédia.

Já Rafael Mujica, um dos Wiwas que estave na Clínica Mar Caribe, Santa Marta, onde os índios feridos foram levados, disse que em seus 32 anos de vida não se lembra de ter visto uma tempestade tão forte quanto a da madrugada de segunda-feira.

"A comunidade Wiwa nunca viveu isso. Faz um ano que caiu um raio no Guma (salão cerimonial onde os homens se reúnem), mas não aconteceu nada", assegurou.

*Com CNN e El Tiempo

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