Hanna Jallouf, padre sírio na vila de Knayeh, e o grupo foram levados na madrugada de sábado para domingo, disse a Fides

O padre de uma paróquia e outros 20 cristãos foram sequestrados em uma vila síria perto da fronteira com a Turquia, disse a agência de notícias católica Fides nesta terça-feira (7), citando como fonte o vigário apostólico de Aleppo, o bispo George Abou Khazen.

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Suspeitos por dar informações militares ao governo sírio são vistos alinhados contra parede depois de serem presos pelo Exército de militantes sírios em Aleppo (6/10)
Reuters
Suspeitos por dar informações militares ao governo sírio são vistos alinhados contra parede depois de serem presos pelo Exército de militantes sírios em Aleppo (6/10)


Ontem: Estado Islâmico hasteia bandeira no leste de cidade curda síria sitiada

"Infelizmente tenho que confirmar a notícia do sequestro do padre Hanna Jallouf, o padre sírio na vila de Knayeh, que foi levado com cerca de 20 cristãos", disse Khazen, segundo a Fides. Ele afirmou que o sequestro ocorreu durante a madrugada entre sábado e domingo.

Grupo sunita

Mais cedo, combatentes do Estado islâmico avançaram para o sudoeste da cidade curda síria de Kobani durante a noite, disse nesta terça-feira grupo que monitora o conflito na Síria, tendo conquistado vários edifícios para ganhar posições no ataque pelos dois lados da cidade.

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A perspectiva de que a cidade, na fronteira com o território turco, caia em mãos dos militantes que a sitiam há três semanas aumentou a pressão sobre a Turquia, que tem o Exército mais poderoso da região, para se juntar a uma coalizão internacional na luta contra o Estado islâmico.

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Do lado da fronteira turca, duas bandeiras do Estado islâmico podiam ser vistas sobre o lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área e tiroteios esporádicos podiam ser ouvidos.

No domingo (5), integrantes do grupo extremista Estado Islâmico mataram a tiros nove civis após acusarem o grupo de conspirar contra o movimento radical, na província de Nínive, no norte do Iraque. Segundo autoridades locais, as vítimas foram executadas diante de várias testemunhas, em uma estação de ônibus.

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Os jihadistas disseram que os acusados foram executados "por serem infiéis e por conspirarem contra o Estado do Califado Islâmico, e por colaborem com o governo iraquiano". Os integrantes do grupo alertaram que todos que conspirarem contra o Estado Islâmico "terão a mesma sorte".

A província iraquiana de Nínive foi tomada em junho passado pelos jihadistas, que afirmam estar em uma guerra santa e proclamaram um califado nos vastos territórios que controlam na Síria e no Iraque.

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Combatente curda fez um ataque suicida contra uma posição do Estado Islâmico na cidade síria de Kobané. O ataque causou um número ainda não confirmado de mortes.

*Com Reuters e Agência Brasil

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