Estado Islâmico avança na parte sudoeste da Síria mesmo após bombardeios

Por Reuters |

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Terroristas querem conquistar área e consolidar as conquistas de territórios em nome de uma versão absolutista do Islã sunita

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Combatentes do Estado islâmico avançaram para o sudoeste da cidade curda síria de Kobani durante a noite, disse nesta terça-feira (7) um grupo que monitora o conflito na Síria, tendo conquistado vários edifícios para ganhar posições no ataque pelos dois lados da cidade.

Ontem: Estado Islâmico hasteia bandeira no leste de cidade curda síria sitiada

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A perspectiva de que a cidade, na fronteira com o território turco, caia em mãos dos militantes que a sitiam há três semanas aumentou a pressão sobre a Turquia, que tem o Exército mais poderoso da região, para se juntar a uma coalizão internacional na luta contra o Estado islâmico.

Do lado da fronteira turca, duas bandeiras do Estado islâmico podiam ser vistas sobre o lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área e tiroteios esporádicos podiam ser ouvidos.

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Combatentes do Estado Islâmico estavam usando armas pesadas e lançando projéteis no avanço sobre Kobani, disse a oficial do alto escalão curdo Asya Abdullah à Reuters, falando de dentro da cidade.

"Ontem houve um confronto violento. Lutamos arduamente para mantê-los fora da cidade ", disse ela por telefone. "Os confrontos não estão em toda a Kobani, mas em áreas específicas, nos arredores e em direção ao centro."

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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O Estado Islâmico, um ramo da Al-Qaeda, ampliou sua ofensiva nos últimos dias contra a cidade fronteiriça de maioria curda, apesar de ter sido alvo de bombardeios da coalizão liderada pelos EUA destinados a deter o seu avanço.

O grupo quer conquistar Kobani para consolidar uma ampla conquista de território no norte da Síria e do Iraque, em nome de uma versão absolutista do Islã sunita, que vem abalando o Oriente Médio.

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Confrontos na região deixaram ao menos 400 mortos durante as três semanas de conflitos entre o Estado Islâmico e combatentes curdos dentro e ao redor da cidade síria de Kobani, perto da fronteira com a Turquia, disse um grupo de monitoramento nesta terça.

A cifra de mortos inclui combatentes de ambos os lados e também civis, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos. De acordo com a organização, foram documentadas 412 mortes a partir de fontes no terreno, mas o número real seria provavelmente o dobro.

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