Coalizão ataca área síria dominada por extremistas; Turquia pede ação terrestre

Por iG São Paulo |

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'Finalmente estão atingindo locais certos', disse militante local; Erdogan diz que problema não será resolvido com bombardeio

Ataques aéreos dirigidos ao Estado Islâmico tiveram como alvo a crucial cidade síria de Kobani na noite de segunda (6). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (7) pela CNN.

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Reuters
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Cinco bombardeios atingiram a cidade alvejada pelos militantes, de acordo com comandante central dos EUA. Houve outras quatro ações semelhantes em outra região síria não revelada e mais quatro no Iraque.

"Finalmente eles estão atingindo os locais certos", disse um militante local após os ataques perto de Kobani, região próxima à fronteira da Turquia e uma área chave dos esforços do grupo sunita para estender suas conquistas territoriais.

Se Kobani cair, o EI controlaria uma faixa de terra completa entre a auto-declarada capital Raqqa, na Síria, e a Turquia - um trecho de mais de 100 quilômetros. Em número bem menor e desarmados pelos extremistas, militantes locais que tentavam defender a cidade curda da Síria dominada tentam fugir para a Turquia.

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Ataques aéreos contra o grupo islâmico radical em Kobani pode ser um desafio para a coalizão liderada pelos EUA, já que muitos alvos estão próximos da fronteira turca. Além disso, há muitos militantes curdos na região, de acordo com oficial militar americano.

Turquia

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que Kobani estava "prestes a cair" após combatentes do Estado Islâmico terem entrado na zona sudoeste da região, em um ataque de três semanas que, segundo estimativas, já custou 400 vidas.

A possibilidade de que a cidade na fronteira turca possa ser capturada pelos militantes aumentou a pressão para que a Turquia, país com as forças militares mais fortes da região, se una à coalizão internacional para combater o Estado Islâmico.

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O Estado Islâmico que tomar Kobani para fortalecer sua posição na região da fronteira e consolidar seus ganhos territoriais no Iraque e na Síria nos últimos meses. Ataques aéreos liderados pelos EUA até agora fracassaram em impedir o avanço sobre Kobani.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Medo: Cidade na fronteira da Síria segue sob cerco do Estado Islâmico

Erdogan disse que bombardeios não são suficientes para derrotar o Estado Islâmico e que a Turquia deixou claro que medidas adicionais seriam necessárias.

"O problema do EI (Estado Islâmico) não pode ser resolvido via ataques aéreos. Agora Kobani está prestes a cair", disse ele durante uma visita a um campo de refugiados sírios.

"Nós alertamos o Ocidente. Queríamos três coisas. Uma zona livre de voos, uma zona segura paralela a isso e o treinamento de rebeldes sírios moderados", disse ele.

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Segundo o presidente, a Turquia interviria caso houvesse ameaças a soldados turcos que guardam um sítio histórico na Síria, que o governo turco considerada território turco. Mas até agora a Turquia não se movimentou para combates do outro lado da fronteira.

Do lado turco, duas bandeiras do Estado Islâmico podem ser vistas no lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área, e tiroteios esporádicos podem ser ouvidos.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo que monitora a situação no país, disse ter documentado 412 mortes de civis e combatentes durante a batalha por Kobani, que já dura três semanas. Nesta terça, colunas de fumaça branca subiram nas partes oriental e central de Kobani, e duas ambulâncias cruzaram a fronteira, viajando da cidade até o lado turco.

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Combatentes do Estado Islâmico estavam utilizando armamentos pesados e artilharia para atingir Kobani, disse Asya Abdullah, uma autoridade curda, que falou à Reuters de dentro da cidade.

"Ontem houve um confronto violento. Temos lutado com firmeza para mantê-los fora da cidade”, disse ela por telefone. "Os confrontos não acontecem em toda Kobani, mas em áreas específicas, nos arredores, em direção ao centro."

Estima-se que 180 mil pessoas da região de Kobani tenham fugido para a Turquia após o avanço do Estado Islâmico.

*Com CNN e Reuters

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