Ativistas em Hong Kong reduzem bloqueios; diálogo com governo local continua

Por iG São Paulo |

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Pontos do comércios conseguiram se reabastecer e o trânsito fluiu desorganizado; a solução para o impasse deve demorar

Manifestantes pró-democracia em Hong Kong aliviaram os bloqueios em pontos importantes da cidade nesta terça-feira (7), permitindo o abastecimento de alguns comércios, embora o trânsito tenha ficado amplamente desorganizado e as conversas com o governo indiquem ser pequena a possibilidade de uma rápida solução.

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Reuters
Ativista pró-democracia dorme enquanto centenas bloqueiam a Nathan Road, a principal via norte-sul da península de Kowloon, na área comercial de Mongkok, Hong Kong


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Centenas de manifestantes, na segunda semana de sua campanha por mais democracia, continuavam acampados no distrito governamental e comercial, os últimos remanescentes após dias de protestos que em seu auge atraíram dezenas de milhares de pessoas ao local.

Os manifestantes liderados por estudantes começaram a liberar o controle de repartições do governo e áreas de comércio na segunda-feira, à medida que conversações preliminares e informais, que devem conduzir a negociações formais, mostraram sinais modestos de progresso.

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"Agora temos que esperar para ver essas reuniões", disse Ronald Chan, um universitário recém-formado que era um dos diversos manifestantes no controle de uma barricada no distrito comercial, chamado Central, e que permitiu que vans de entrega e caminhões de lixo entrasse e saíssem.

Ele disse que diversos transeuntes os haviam agradecido por permitir as entregas e estimou que mais da metade deles os apoiavam.

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"Sabemos que causamos algum inconveniente, mas temos nossos motivos", disse ele. "Esperamos que outras pessoas entendam."

Os protestos "Occupy Central", uma ideia concebida há mais de um ano, referindo-se ao distrito Central de Hong Kong, representam para o governo chinês, em Pequim, um de seus maiores desafios políticos desde que reprimiu manifestações por democracia na Praça da Paz Celestial, na capital chinesa, em 1989.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

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Pequim teme que reivindicações por democracia em Hong Kong possam se espalhar pela China continental, com o país já enfrentando inquietações separatistas no Tibete e em Xinjiang. A liderança do Partido Comunista considerou os protestos de Hong Kong como ilegais e deixou que o líder da cidade, nomeado por Pequim, Leung Chun-ying, encontrasse uma solução.

Na última semana, os manifestantes exigiram que Leung deixasse o cargo e que a China permitisse que o povo de Hong Kong votasse em um líder de sua escolha em 2017. O governo da China quer selecionar os candidatos para a eleição.

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Após as discussões preparatórias com representantes estudantis na noite de segunda-feira (horário local), o subsecretário de governo para assuntos constitucionais, Lau Kong-wah, disse que ambos os lados haviam concordado nos princípios gerais de negociações formais.

"Eu acho que a reunião de hoje foi bem-sucedida e houve progresso", disse ele a repórteres.

Líderes dos protestos prometeram continuar com as manifestações até que suas demandas sejam cumpridas. Os protestos ajudaram a diluir quase 50 bilhões de dólares do valor de ações negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong. O Banco Mundial disse que as manifestações estavam prejudicando a economia local, embora o impacto na China seja limitado.

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Economia local

Os protestos que ocupam as ruas de Hong Kong há uma semana podem prejudicar a economia local e também a da China, mas a escala do impacto depende de quanto tempo mais durar as ações, de acordo com o principal economista asiático do Banco Mundial, Sudhir Shetty.

Segundo Shetty, o banco observa atentamente os acontecimentos em Hong Kong, onde milhares de manifestantes pró-democracia paralisaram avenidas do centro, levando a um impasse tenso com o governo.

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"Nós, obviamente, como qualquer outro grupo de analistas econômicos, estamos observando atentamente a situação e o seu impacto", disse em declaração a jornalistas, em Singapura.

"O impacto vai se fazer sentir na região administrativa especial de Hong Kong, na sua economia, mas também, em termos mais amplos, na economia chinesa", acrescentou.

Sudhir Shetty prevê um "crescimento mais lento em 2014 do que aquele que tinha sido antecipado" em Hong Kong.

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"Nesta fase, as nossas melhores estimativas dizem que não há ainda efeito de contágio na economia chinesa, mas é algo que nós, e outros, vamos continuar a analisar", completou.

*Com Agência Brasil e Reuters

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