Ação acontece após grupo conseguir se aproximar do centro; 'Podemos ouvir o barulho dos confrontos', relata testemunha

Mais de 2 mil sírios curdos, inclusive mulheres e crianças, estão sento retirados da cidade fronteiriça de Kobani após avanço para o centro da região de militantes do Estado Islâmico que cercam a área há quase três semanas, disse à Reuters o tradutor de um importante grupo político curdo na Síria nesta segunda-feira (6).

Hoje: Estado Islâmico hasteia bandeira no leste de cidade curda síria sitiada

Refugiados curdos sírios na parte de trás de um caminhão depois de cruzar para a Turquia a partir da cidade fronteiriça síria de Kobani
Reuters
Refugiados curdos sírios na parte de trás de um caminhão depois de cruzar para a Turquia a partir da cidade fronteiriça síria de Kobani


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"Podemos ouvir o barulho dos confrontos na rua", disse Parwer Ali Mohamed, tradutor do Partido União Democrática (PYD), por telefone, a caminho da Turquia.

O Estado Islâmico, grupo derivado da Al-Qaeda, está tentando conquistar a cidade de Kobani, de maioria curda, e tem intensificado a ofensiva nos últimos dias apesar dos ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA contra alvos militantes com o objetivo de interromper seu avanço.

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Mais cedo, o Estado Islâmico hasteou sua bandeira em um edifício no lado leste da cidade síria de Kobani, onde combatentes lutam contra forças curdas para assumir o controle da área, localizada na fronteira da Síria com a Turquia, segundo imagens da televisão da Reuters e de um oficial do Exército turco.

Uma bandeira preta aparentemente pertencente ao grupo é visível no topo de um prédio de quatro andares, perto da cena de alguns dos combates mais intensos nos últimos dias, como se podia ver em imagens de televisão feitas partir da vizinha Turquia.

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Um oficial militar turco que não quis dar seu nome disse que a bandeira era a do Estado Islâmico, que se apoderou de amplas porções de território na Síria e no Iraque nos últimos meses.

No domingo, integrantes do grupo extremista mataram a tiros nove civis a quem acusavam de conspirar contra o movimento radical, na província de Nínive, no norte do Iraque. Segundo autoridades locais, as vítimas foram executadas diante de várias testemunhas, em uma estação de ônibus.

Os jihadistas disseram que os acusados foram executados "por serem infiéis e por conspirarem contra o Estado do Califado Islâmico, e por colaborem com o governo iraquiano". Os integrantes do grupo alertaram que todos que conspirarem contra o Estado Islâmico "terão a mesma sorte".

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A província iraquiana de Nínive foi tomada em junho passado pelos jihadistas, que afirmam estar em uma guerra santa e proclamaram um califado nos vastos territórios que controlam na Síria e no Iraque.

Hoje uma combatente curda fez um ataque suicida contra uma posição do Estado Islâmico na cidade síria de Kobané. O ataque causou um número ainda não confirmado de mortes.

*Com Reuters e Agência Brasil

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