Mohammed Hamzah Khan foi detido quando tentava passar por segurança em aeroporto de Chicago rumo à Turquia

Um jovem de 19 anos chamado Mohammed Hamzah Khan foi preso ao tentar embarcar em um voo para Istambul, na Turquia, no sábado (4). De acordo com a rede de notícias norte-americana CNN, a detenção por parte de policiais federais ocorreu quando ele tentava passar pela segurança do Aeroporto Internacional O´Hare, o principal da cidade de Chicago.

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Khan chegou a deixar à família uma carta de três páginas afirmando que saíria dos EUA para se juntar ao grupo rebelde sunita que, por meio do terror contra a xiitas e minorias locais, tenta fundar um califado em uma extensa área dentro dos territórios da Síria e do Iraque.

O documento foi encontrado por autoridades na casa onde o jovem vivia com os pais e irmãos, na cidade de Bolingbrook, no estado de Illinois. Nela, Khan pedia para que ninguém soubesse de sua viagem, "pois a informação poderia colocar em risco toda a sua família".

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Durante a revista para cumprir o mandado de busca em sua casa, os agentes também encontraram documentos nos quais Khan expressava seu apoio ao Estado Islâmico e a outros jihadistas. Além disso, foram achados diversos desenhos da bandeira do grupo e um computador portátil com um adesivo de um combatente acompanhado da frase "venha para a jihad [guerra santa]", escrita em árabe.

Khan apareceu pela primeira vez em uma corte nesta segunda-feira (6), onde foi acusado de oferecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira. Ele pode ser condenado a 15 anos de prisão, além do pagamento de US$ 250 mil de multa.

A investigação ainda não sabe quem comprou a passagem para a Turquia e com quem Khan se encontraria no país para viajar à Síria ou ao Iraque. Em depoimento aos agentes federais, ele só afirmou que se encontraria com um combatente do grupo para levá-lo ao território controlado pelo Estado Islâmico, onde pretendia trabalhar nas forças de segurança do grupo.

"Todos testemunhamos que a sociedade ocidental tem se tornado mais imoral a cada dia que passa. Não quero meus filhos expostos a sujeiras desta forma", escreveu Khan na carta encontrada pelos investigadores.

Segundo uma fonte da CIA ouvida pela CNN no mês passado, mais de 15 mil estrangeiros, incluindo 2 mil ocidentais, de 80 países, viajaram à guerra civil síria para lutar.

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