Jovem de 19 anos é preso nos EUA por tentar se juntar ao Estado Islâmico

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Mohammed Hamzah Khan foi detido quando tentava passar por segurança em aeroporto de Chicago rumo à Turquia

Um jovem de 19 anos chamado Mohammed Hamzah Khan foi preso ao tentar embarcar em um voo para Istambul, na Turquia, no sábado (4). De acordo com a rede de notícias norte-americana CNN, a detenção por parte de policiais federais ocorreu quando ele tentava passar pela segurança do Aeroporto Internacional O´Hare, o principal da cidade de Chicago.

Veja fotos da guerra contra o Estado Islâmico no Oriente Médio:

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Khan chegou a deixar à família uma carta de três páginas afirmando que saíria dos EUA para se juntar ao grupo rebelde sunita que, por meio do terror contra a xiitas e minorias locais, tenta fundar um califado em uma extensa área dentro dos territórios da Síria e do Iraque.

O documento foi encontrado por autoridades na casa onde o jovem vivia com os pais e irmãos, na cidade de Bolingbrook, no estado de Illinois. Nela, Khan pedia para que ninguém soubesse de sua viagem, "pois a informação poderia colocar em risco toda a sua família".

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Durante a revista para cumprir o mandado de busca em sua casa, os agentes também encontraram documentos nos quais Khan expressava seu apoio ao Estado Islâmico e a outros jihadistas. Além disso, foram achados diversos desenhos da bandeira do grupo e um computador portátil com um adesivo de um combatente acompanhado da frase "venha para a jihad [guerra santa]", escrita em árabe.

Khan apareceu pela primeira vez em uma corte nesta segunda-feira (6), onde foi acusado de oferecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira. Ele pode ser condenado a 15 anos de prisão, além do pagamento de US$ 250 mil de multa.

A investigação ainda não sabe quem comprou a passagem para a Turquia e com quem Khan se encontraria no país para viajar à Síria ou ao Iraque. Em depoimento aos agentes federais, ele só afirmou que se encontraria com um combatente do grupo para levá-lo ao território controlado pelo Estado Islâmico, onde pretendia trabalhar nas forças de segurança do grupo.

"Todos testemunhamos que a sociedade ocidental tem se tornado mais imoral a cada dia que passa. Não quero meus filhos expostos a sujeiras desta forma", escreveu Khan na carta encontrada pelos investigadores.

Segundo uma fonte da CIA ouvida pela CNN no mês passado, mais de 15 mil estrangeiros, incluindo 2 mil ocidentais, de 80 países, viajaram à guerra civil síria para lutar.

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