Britânica acusada de 'trollar' pais de Madeleine é encontrada morta

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Brenda Leyland havia sido confrontada dias antes por repóter ao postar mensagem ofensiva contra os pais da desaparecida

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Uma britânica acusada de "trollar" os pais da menina desaparecida Madeleine McCann pelo Twitter foi encontrada morta em um quarto de hotel.

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Reprodução/Facebook
Corpo de Brenda Leyland foi encontrado dias após ela ter sido confrontada na porta de casa por um repórter


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Brenda Leyland, 63 anos, de Burton Overy, no condado inglês de Leicestershire, seria uma entre vários internautas assediando o casal McCann por meio de mensagens agressivas, repletas de ódio e xingamentos, na internet. "Trollar" é uma adaptação para o português de um verbo em inglês - to troll - que se refere à ação de perseguir, assediar ou fazer bullying contra alguém na internet.

O corpo de Layland foi encontrado dias após ela ter sido confrontada, na porta de sua casa, por um repórter da rede de televisão Sky News. O repórter acusou Leyland de ter publicado mensagens atacando a família no Twitter usando a conta @sweepyface.

Ela respondeu: "Tenho o direito de fazer isso."

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Um porta-voz da polícia de Leicestershire disse que não há suspeita de atividade criminosa no caso.

A rede Sky declarou estar "entristecida" pela notícia da morte de Brenda Leyland. "Seria inapropriado especular ou fazer comentários nesse momento", acrescentou a emissora.

Campanha de Ódio

PA
Madeleine McCann desapareceu em 2007 quando estava em férias em Portugal com os pais

Madeleine McCann desapareceu quando passava férias com a família em Portugal, em 2007. Ela tinha três anos de idade. Na última sexta-feira, seu pai, Gerry McCann, disse à BBC: "Alguma coisa precisa ser feita a respeito de assédio cometido pela internet".

"Acho que é preciso que mais pessoas sejam indiciadas criminalmente".

Ele contou que nem ele nem a esposa, Kate, leem posts a seu respeito na internet porque são muito ofensivos. A entrevista foi ao ar após notícias de que a polícia planejava fazer uma revisão de um dossiê com mensagens abusivas sobre a família publicadas na rede.

O psicólogo Arthur Cassidy, que se especializa em mídias sociais, disse que Leyland, por ser de classe média, tinha um perfil pouco usual entre trolls.

"O repertório de abusos que ela fazia era ligeiramente diferente das agressões de trolls mais experientes, talvez por conta de seu perfil único", disse Cassidy.

"Para mim, isso indica que ela era uma novata nisso".

Cassidy explicou que trolls buscam - e gostam de - receber respostas de suas vítimas. Ele disse que esse não parece ter sido o caso com Leyland. Simpatizantes de Leyland criaram uma página para ela no Facebook e estão publicando homenagens e mensagens de condolências para a família.

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