Investigadores mexicanos acham vala com corpos que podem ser de desaparecidos

Por AP | - Atualizada às

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Quarenta e quatro estudantes seguem desaparecidos após entrarem em confronto com policiais, no dia 26 de outubro

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Agentes que investigam o desaparecimento de 44 estudantes na cidade mexicana de Iguala encontraram uma espécie de cemitério clandestino com vários corpos enterrados clandestinamente, neste domingo (5). O governador do estado de Guerrero, Ángel Agurre Rivero, afirmou que todos os mortos foram selvagemente massacrados.

Reuters
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"Estamos muito nervosos, mas até nos contarem o que sabem, não temos nada", disse Jesus Lopez, pai de Giovani, um dos jovens desaparecidos após um protesto realizado por jovens estudantes no fim de semana passado. "Seria irresponsável tirar conclusões antes de os testes identificarem os corpos", concordou o promotor do estado Inaky Blanco, sem precisar o número de corpos encontrados.

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Cerca de cem soldados e marinheiros, além de policiais federais e estaduais, cercaram a área onde as valas foram encontradas, no miserável distrito de Pueblo Viejo, localizado a 200 quilômetros ao sul da Cidade do México, capital do país.

A promotoria afirmou que os investigadores estaduais obtiveram vídeos mostrando a polícia local prendendo um número indeterminado de estudantes depois de um confronto e os levando detidos. Ele confirmou que oito pessoas recém-presas pertenciam a uma organização criminosa e que elas teriam dado informações essenciais para a descoberta das valas.

Segundo Blanco, há elementos de que a polícia municipal faz parte de organizações criminosas, informação confirmada durante a semana pelo governador do estado.

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