Pais de americano sequestrado pelo Estado Islâmico apelam pela sua liberação

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Americano é ameaçado em vídeo divulgado na sexta (3); Kassig é um ex-soldado e realizava trabalho humanitário na Síria

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Peter Kassig é identificado como o homem ajoelhado na foto

Os pais do humanitário norte-americano sequestrado pelo Estado Islâmico apelaram pela sua liberação neste sábado por meio de comunicado e mensagem de vídeo que sublinhou o seu trabalho de auxílio e mencionou sua conversão ao Islã.

Ed e Paula Kassig, de Indianapolis, Indiana, pediram a liberação do filho, Peter Kassig, 26. Kassig foi ameaçado em vídeo veiculado na sexta-feira por militantes do Estado Islâmico que supostamente mostra a decapitação do britânico Alan Henning, 47 anos.

Leia mais: Estado Islâmico diz ter decapitado britânico em novo vídeo

Os pais de Kassig disseram por meio de um porta-voz que ele foi capturado a caminho da cidade síria de Deir al-Zor, em 1° de outubro de 2013. Ele estava realizando trabalho humanitário por meio da Emergência Especial de Resposta e Assistência, uma organização fundada por ele em 2012 para tratar de refugiados da Síria, disse a família.

Kassig converteu-se ao Islã em cativeiro e adotou o nome Abdul-Rahman, segundo o porta-voz da família. No apelo, seus pais mencionaram o festival sagrado muçulmano de Eid, que foi no último sábado.

"Enquanto muçulmanos no mundo inteiro, inclusive nosso filho Abdul-Rahman Kassig, celebraram o Eid ul-Adha, a fé e o sacrifício de Ibrahim e a misericórdia de Alá, nós apelamos para os que estão com nosso filho que demonstrem a mesma misericórdia e o libertem", disseram os pais de Kassig, em comunicado por escrito.

No vídeo, Paula Kassig falou com o filho em mensagem pessoal, que ela espera que ele consiga ver. "Estamos muito orgulhosos de você e do trabalho que você fez, levando ajuda humanitária ao povo da Síria", disse.

Kassig serviu no exército norte-americano durante a Guerra do Iraque antes de ser dispensado por questões médicas, disse a família. Os arquivos do Pentágono mostram que ele passou um ano no Exército e ficou no Iraque entre abril e julho de 2007.

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