Rebeldes atacam aeroporto controlado pelo governo da Ucrânia em Donetsk

Por Reuters |

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Kiev acusa a Rússia de ajudar separatistas com armamento no leste; trabalhador humanitário foi morto na noite de quinta (2)

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A Ucrânia acusou forças russas nesta sexta-feira (3) de terem ajudado separatistas a aumentarem a pressão sobre tropas do governo que controlam o principal aeroporto na cidade de Donetsk, no leste do país, pondo em risco um frágil cessar-fogo.

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Fumaça perto de Aeroporto Internacional de Donetsk durante combates entre rebeldes pró-russos e as forças do governo da Ucrânia


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O porta-voz militar Andriy Lysenko disse que forças ucranianas repeliram diversos ataques separatistas contra o aeroporto nas últimas 24 horas, mas que uma "luta sem fim" continuava e quantidade "signficativa de blindados, artilharia pesada e tropas" tinha sido levada para a área.

"Os russos enviaram toda uma unidade de drones para o aeroporto, manobrados por especialistas russos, a fim de realizar reconhecimento e orientar o fogo de artilharia", disse a jornalistas.

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Nos últimos dias aumentaram os disparos de artilharia e por morteiros entre separatistas e tropas do governo em Donetsk, cidade controlada por rebeldes e principal centro industrial do leste, após uma semana tranquila.

Um trabalhador da Cruz Vermelha foi morto na quinta à noite por uma granada de morteiro que caiu perto do escritório da organização na cidade.

Sete soldados ucranianos morreram em um único ataque de tanque contra um veículo de transporte de soldados, e pelo menos 10 pessoas morreram quando os explosivos caíram em um parquinho escolar em Donetsk na quarta-feira.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Cada lado tem culpado o outro pelos ataques. Forças do governo disseram estar observando o cessar fogo e retornando fogo apenas quanto são atacadas.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavel Klimkin, disse que os separatistas foram os responsáveis pela morte do trabalhador da Cruz Vermelha, Laurent DuPasquier, mas o Ministério de Relações Exteriores russo afirmou em um comunicado nesta sexta-feira que o projétil de morteiro que o matou veio do lado do território controlado por forças ucranianas.

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Dois soldados ucranianos foram mortos e 9 ficaram feridos nas últimas 24 horas, disse Lysenko. Segundo ele, forças do governo ainda mantêm o controle do aeroporto, um ponto estratégico com pistas modernas e capaz de receber grandes aviões de transporte. A defesa do local foi fortalecida.

Lysenko também disse que no sul da Ucrânia, na costa do Mar de Azov, a inteligência ucraniana constatou que mais um blindado russo e um unidade russa de reconhecimento se movimentaram para perto da cidade de Mariupol.

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A cidade, que é defendida por forças do governo de Kiev, é de importância estratégica e sua perda poderia ajudar a abrir uma rota para levar forças apoiadas pela Rússia para a península da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em março.

O porta-voz disse que, apesar do cessar-fogo há quase um mês, os separatistas ainda não estão respeitando a trégua.

"Já que o lado atacante não cessou fogo, o lado ucraniano não está baixando suas armas e está continuando a defender suas posições. Mas o Exército ucraniano não está conduzindo ataques e manobras ofensivas", disse ele.

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