Turquia aprova ação militar na Síria e no Iraque para enfrentar Estado Islâmico

Por Reuters |

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Governo turco enfrenta pressão de aliados para desempenhar um papel de maior relevância na campanha liderada pelos EUA

Reuters

O Parlamento turco aprovou, nesta quinta-feira, a moção que possibilita ao governo a realização de incursões militares através das fronteiras do país no Iraque e na Síria para enfrentar militantes do Estado Islâmico, apesar de não haver ainda indícios claros de que essa ação é iminente.

A moção, aprovada por uma maioria de três quartos no Parlamento, também permite que soldados estrangeiros sejam estacionados na Turquia, assim como permite o uso das bases militares do país para os mesmos objetivos.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

O governo turco vem enfrentando pressão de aliados para desempenhar um papel de maior relevância na campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, depois que os insurgentes avançaram para dentro do campo de visão de posições militares turcas na fronteira com a Síria.

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O presidente turco, Tayyip Erdogan, insiste que apenas os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos não serão suficientes para conter a ameaça e está pedindo a remoção do presidente sírio, Bashar al-Assad, objetivo que não é compartilhado pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.

Ancara também se mostra relutante em tomar medidas que possam fortalecer os combatentes curdos aliados do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), um grupo militante que lutou contra o Estado turco por três décadas e com o qual estão sendo conduzidas tensas conversas para um acordo de paz.

Os combatentes curdos conhecidos como Unidades de Defesa Popular (YPG) estão enfrentando os insurgentes do Estado Islâmico no norte da Síria. O PKK é classificado como um grupo terrorista pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

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