Líder de Hong Kong descarta renúncia, mas se oferece para negociar com ativistas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Leung Chun-ying confirmou ter pedido a um funcionário do governo que organize conversa; grupo pede democracia plena

O líder de Hong Kong se ofereceu nesta quinta-feira (2) para conversar com os manifestantes pró-democracia, mas diz que não vai acatar as exigências do grupo sobre renunciar ao cargo.

Hoje: Hong Kong alerta ativistas para reação dura, se prédios públicos forem ocupados

AP
Manifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong


Ontem: Ativistas dão ultimato a líder executivo de Hong Kong e exigem sua renúncia

Chefe executivo da região, Leung Chun-ying disse aos repórteres que pediu a um alto funcionário de seu governo para organizar conversações com os manifestantes. A maioria deles tem exigido reformas eleitorais.

O protesto é o maior desafio à autoridade de Pequim desde que a China assumiu o controle da antiga colônia britânica em 1997. Leung fez os comentários em uma coletiva alguns minutos antes do prazo final imposto por ativistas para ele renunciar.

Perfil: Jovem de 17 anos lidera manifestações em Hong Kong

Antes do anúncio, os líderes das duas principais universidades cujos alunos se juntaram aos protestos apareceram diante de uma nervosa multidão reunida na entrada do escritório de Leung e pediram calma.

Durante o dia, os manifestantes prepararam máscaras e óculos de proteção enquanto policiais carregavam suprimentos como gás lacrimogêneo e outros equipamentos anti-motim à medida que os impasses se intensificam entre o governo e os civis.

A polícia alertou para consequências graves se os manifestantes tentassem cercar ou ocupar prédios do governo. Os manifestantes ameaçaram fazê-lo, se Leung não renunciasse até o final do dia desta quinta-feira.

Cenário: Preocupações sobre Hong Kong tiram o sono de líderes chineses

Ativistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Terça: China reitera apoio a governo de Hong Kong pelo fim de protestos

Em coletiva realizada pouco antes da meia-noite (horário local), Leung disse que as autoridades continuarão a tolerar os protestos desde que os participantes não tentam ultrapassar as linhas policiais.

Mais cedo, o governo de Hong Kong exortou os manifestantes para acabarem com o bloqueio do centro da cidade, dizendo que suas ações estavam afetando a ordem pública e a prestação de serviços públicos. As autoridades alertaram que qualquer tentativa de ocupar edifícios públicos enfrentará uma reação dura e resoluta.

Ação: China contempla risco de descontrole por protestos em Hong Kong

Os manifestantes, maioria jovens, exigem que o dirigente de Hong Kong renuncie, ameaçando ocupar prédios do governo se ele não o fizer. Eles também querem que a China introduza a democracia plena para que a cidade possa escolher livremente o seu líder.

"Cerca de 3 mil funcionários do governo vão tentar fazer o melhor que puderem amanhã para voltar a trabalhar. Para manter o serviço público, a sede do governo deve funcionar como de costume", disse o governo em comunicado. "Instamos os líderes e organizadores do movimento Ocupem o Centro a encerrarem a manifestação imediatamente."

Vídeo: Ativistas desafiam a polícia e mantêm ocupação em Hong Kong

Em uma entrevista separada, o superintendente da polícia de Hong Kong, Steve Hui, pediu que os manifestantes não bloqueiem ou ocupem edifícios públicos e disse que a polícia iria tomar medidas em conformidade com a lei, se eles fizeram isso.

Os manifestantes começaram a ocupar partes de Hong Kong desde o último fim de semana, exigindo que o líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, renuncie e expresse o seu apoio à democracia plena no território chinês, para que possam escolher livremente o seu próprio líder.

*Com AP e Reuters

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