Estado Islâmico distribui panfletos para pedir 'aliança' com o líder do grupo

Por Reuters |

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Panfleto 'Estenda suas mãos e jure lealdade a Baghdadi' mostra razões pelas quais Baghdadi merece a lealdade dos islâmicos

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Insurgentes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria têm distribuído um panfleto conclamando os muçulmanos a jurarem lealdade ao chefe do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, insistindo numa campanha para estabelecer um "califado", mesmo que forças lideradas pelos Estados Unidos estejam bombardeando suas posições.

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AP
Curdos turcos assistem aos confrontos entre combatentes curdos sírios e militantes do Estado Islâmico perto da fronteira Turquia-Síria (28/09)


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Baghdadi reivindica o poder sobre o califado islâmico, o Estado muçulmano criado pelos primeiros seguidores do profeta Maomé após sua morte, o que tem deixado muitos líderes muçulmanos furiosos e serviu de estopim para uma batalha ideológica por legitimidade.

Fontes islâmicas na Síria disseram que o panfleto, distribuído amplamente online por apoiadores do Estado Islâmico (EI), representa um passo a mais na campanha do grupo para estabelecer um califado e familiarizar o público com Baghdadi.

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Intitulado "Estenda suas mãos e jure lealdade a Baghdadi", o panfleto parece ter como base um comunicado mais longo, escrito no ano passado pelo representante religioso do grupo, Turki al-Binali, no qual argumenta as razões pelas quais Baghdadi merece receber a lealdade dos islâmicos.

Dirigindo-se "a qualquer um que lutou ou ainda luta no caminho de Deus aos comandantes de grupos", o panfleto remonta a linhagem de Baghdadi até o profeta Maomé, ressalta seus estudos sobre a lei islâmica e lista suas conquistas no campo de batalha, enquanto pede aos apoiadores que se unam contra um grupo de inimigos.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Uma coalizão dos Estados Unidos e aliados árabes, incluindo a Arábia Saudita, que segue a doutrina ultraconservadora wahhabi do islamismo sunita, tem conduzido ataques aéreos contra o EI na Síria.

"Não seria o momento de se unir aos seus irmãos? Estabelecer e elevar seu Estado? O inimigo tem aliados para combater você, então se una para combatê-lo", diz o panfleto.

A campanha liderada pelos Estados Unidos tem levado alguns membros do grupo afiliado à al-Qaeda na Síria, a Frente al-Nusra, a pressionarem seus líderes para que se reconciliem com o EI, após os dois grupos terem se desentendido este ano.

Entre vários acadêmicos de história religiosa, o panfleto cita Mohammad ibn Abd al-Wahhab, fundador da escola wahhabi saudita, cuja aliança no século 18 com a família saudita continua a servir como alicerce para a política do país.

ONU: Síria apoia luta global contra o Estado Islâmico, diz chanceler

O establishment religioso do reino tem feito campanha contra a militância nas últimas semanas, descrevendo tanto o Estado Islâmico como a al-Qaeda como os principais inimigos do islã. Em agosto, o grande mufti da Arábia Saudita pediu aos jovens que ignorem os chamados para se juntar à jihad feitos por pessoas que representam "princípios pervertidos".

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