Ao menos dez morrem em ataque com bomba perto de escola na Ucrânia

Por Reuters |

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Explosivos atingiram o pátio de uma escola na hora do recreio e um veículo utilitário nas proximidades, na cidade de Donetsk

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Explosivos atingiram nesta quarta-feira (1) o pátio de recreio de uma escola e um veículo utilitário nas suas proximidades, na cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia, matando pelo menos dez pessoas, incluindo um professor de biologia e o pai de um aluno, disseram à Reuters autoridades municipais e testemunhas.

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Nenhuma criança está entre os mortos na explosão, que ocorreu no primeiro dia do novo ano letivo na escola n.º 57, em Donetsk.

Correspondentes da Reuters no local viram os corpos de três adultos na escola e outros seis em uma minivan queimada e numa rua próxima. A administração regional disse que um total de dez pessoas foram mortas no bombardeio na cidade.

A cidade de Donetsk é um dos epicentros do conflito separatista pró-Rússia em províncias do leste da Ucrânia onde a maioria da população fala russo.

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Acordo comercial

Quaisquer emendas em um acordo comercial entre União Europeia e Ucrânia em meio às tensões entre Rússia e o Ocidente podem apenas ser discutidas entre Bruxelas e Kiev, disse o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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O presidente russo, Vladimir Putin, quer negociações trilaterais para tratar do acordo, que a Rússia diz que prejudicará sua economia, e ameaçou bloquear o acesso da Ucrânia aos mercados russos caso Kiev implemente o acordo da forma como está.

"Temos fortes preocupações sobre a recente adoção de um decreto do governo russo propondo novas barreiras entre Rússia e Ucrânia", disse José Manuel Barroso em uma carta para Putin divulgada pelo gabinete do líder da UE nesta quarta-feira.

"O Acordo de Associação (entre a UE e a Ucrânia) permanece sendo um acordo bilateral em conformidade com a lei internacional, quaisquer adaptações podem ser feitas apenas a pedido de uma das partes e com o consentimento da outra", escreveu Barroso em resposta a uma carta de Putin dirigira a ele e ao presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, em 17 de setembro.

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De acordo com representantes da UE, a Rússia quer remover mais de 2 mil produtos elegíveis para acesso sem tributos ao bloco europeu, respondendo por cerca de 25 por cento do acordo, em algo que Putin descreveu em sua carta como "ajustes sistemáticos".

O acordo comercial UE-Ucrânia está no cerne das recentes tensões entre o Ocidente e a Rússia, motivando protestos em Kiev, os quais derrubaram o presidente anterior, Viktor Yanukovich, e depois levaram à anexação da Crimeia pela Rússia, a um conflito armado na Ucrânia e a sanções ocidentais contra Moscou.

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A implementação do acordo, que foi assinado em junho e ratificado em setembro, foi adiada até 31 de dezembro de 2015, em concessão a Moscou.

Bruxelas espera que o atraso de 15 meses dê tempo para tratar das preocupações russas sobre o pacto, o qual agora é um tratado legal que não pode ser facilmente modificado. Mas a carta de Putin, vista pela Reuters, sugere que o Kremlin considera o atraso um congelamento completo do processo até que suas demandas sejam concedidas.

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Putin terá sua primeira oportunidade de discutir a questão em uma cúpula em Milão, em 16 e 17 de outubro, segundo diplomatas.

A próxima chefe comercial da UE, a sueca Cecilia Malmstrom, disse ao Parlamento Europeu nesta semana que não permitirá que Moscou mude o texto do pacto comercial.

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