Tanques e veículos blindados turcos assumiram posições nas colinas de frente da cidade fronteiriça de Kobani na segunda

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A Turquia deve obter aprovação parlamentar para operações militares na Síria e no Iraque nesta semana, em um momento no qual insurgentes do Estado Islâmico ameaçam seu território. Mas Ancara pode hesitar em enviar tropas sem uma zona de exclusão aérea consentida internacionalmente.

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Premiê da Turquia, Ahmet Davutoglu, durante fórum de economia em Istambul (29/09)
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Tanques e veículos blindados turcos assumiram posições nas colinas de frente à sitiada cidade fronteiriça síria de Kobani na segunda, à medida que ataques de artilharia dos militantes sunitas se intensificaram e chegaram até a atingir solo turco.

Os avanços do Estado Islâmico para dentro do campo de visão do Exército turco aumentaram a pressão sobre Ancara para adotar uma postura mais robusta contra os militantes como parte da coalizão liderada pelos EUA que realiza ataques aéreos contra rebeldes na Síria e no Iraque.

A Turquia, um membro da aliança militar Otan que tem fronteiras com ambos os países, até agora havia declinado tomar um papel central, temerosa, em parte, que a ação militar pudesse fortalecer o presidente sírio, Bashar al-Assad, e dar mais poder a militantes curdos aliados aos curdos na Turquia, os quais têm buscado há três décadas maior autonomia.

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Os turcos também argumentam que apenas realizar ataques aéreos terá pouco efeito para ajustar a instabilidade de longo prazo em sua fronteira de 1.200 quilômetros.

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Mas sua retórica se endureceu desde que 46 reféns turcos, cuja detenção nas mãos de militantes do Estado Islâmico deixou Ancara receosa de agir, foram libertados neste mês.

O Parlamento votará na quinta-feira sobre uma proposta do governo, que deve ser apresentada nesta terça-feira, para autorizar ação militar na Síria e no Iraque, estendendo o mandato que inicialmente permitiria à Turquia atingir militantes no norte do Iraque e se defender contra qualquer ameaça das forças de Assad.

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"Precisamos mostrar solidariedade. Não podemos permanecer fora desta campanha", disse o presidente Tayyip Erdogan em uma reunião do Fórum Econômico Mundial em Istambul no sábado, comprometendo-se com a participação da Turquia na luta contra o Estado Islâmico, mas insistindo que apenas os ataques aéreos liderados pelos EUA não seriam suficientes.

"Isso não será suficiente. Há uma dimensão em campo quanto a isso", disse ele, argumentando que grupos combatendo o Estado Islâmico, incluindo as forças curdas peshmerga no norte do Iraque e o Exército iraquiano, precisavam de mais apoio.

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O jornal Sabah disse na terça que duas brigadas militares, com cerca de 10 mil soldados, estavam em alerta na fronteira para garantir uma "zona segura" para civis em território sírio. Esses destacamentos teriam apoio, se necessário, de helicópteros militares, com caças realizando missões de reconhecimento.

Mas autoridades turcas indicaram que, embora a Turquia vá defender suas fronteiras, ela não deve intervir na Síria ou no Iraque em solo unilateralmente, e acrescentaram que uma zona com restrição de voos ao longo de sua fronteira, policiada pela coalizão liderada pelos EUA, é uma demanda prioritária.

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Ancara também está receosa em agir sobre a cidade de Kobani, predominantemente curda, a fim de não fortalecer curdos sírios ligados a militantes que há três décadas realizam uma insurgência no sul da Turquia em busca de maiores direitos ao povo curdo.

"Temos, primeiro, que garantir a segurança de nossa fronteira. É por isso que devemos buscar uma zona com restrição de voos, e precisamos ter uma zona de segurança", disse Erdogan.

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