Síria apoia luta global contra o Estado Islâmico, diz chanceler na ONU

Por Reuters |

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Em pronunciamento, Walid al-Moualem parece apoiar ataques aéreos liderados pelos EUA contra posições do grupo no país

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A Síria apoia o esforço mundial para combater o Estado Islâmico, disse o ministro das Relações Exteriores, Walid al-Moualem, nesta segunda-feira (29), em pronunciamento feito na ONU que parece dar apoio tácito aos ataques aéreos dos Estados Unidos e de países árabes na Síria contra posições dos militantes.

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O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, discursa na Assembléia Geral das Nações Unidas em NY



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"A República Árabe Síria reitera que apoia qualquer esforço internacional com o objetivo de enfrentar e combater o terrorismo, e reforça que isso deve ser feito em respeito total às vidas de civis inocentes e dentro de um quadro de respeito total da soberania nacional, e em conformidade com as convenções internacionais", disse Moualem à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Moualem não condenou especificamente os ataques aéreos, mas alertou que tomar ações militares enquanto alguns países continuam a apoiar os militantes poderia criar uma situação da qual "a comunidade internacional não vai sair em décadas".

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"Vamos juntos parar essa ideologia e suas exportações, vamos simultaneamente colocar pressão sobre os países que se uniram à coalizão liderada pelos EUA para acabar com o apoio aos grupos terroristas armados", disse Moualem.

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Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Dia 27: Ataques aéreos atingem militantes do Estado Islâmico no leste da Síria

A Síria acusa Catar, Arábia Saudita e Turquia de apoiar grupos militantes islâmicos durante a guerra civil de três anos no país. Esses países negam as acusações, mas autoridades ocidentais dizem que os três países ajudaram no passado esses grupos na Síria.

O Estado Islâmico tomou grandes partes de território da Síria e do Iraque, e é acusado de realizar massacres e decapitações de civis e soldados. Até o momento, os ataques aéreos dos Estados Unidos e de aliados não conseguiram parar os avanços dos militantes sobre novos territórios.

Moualem disse que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, está "esforçando-se por uma solução política na Síria e em diálogo com todos os membros honrados da oposição nacional que se opõem ao terrorismo na Síria".

Cenário: EUA precisam de até 15 mil homens para vencer Estado Islâmico na Síria

Muitos ativistas sírios e rebeldes têm criticado os Estados Unidos por se concentrarem nos ataques ao Estado Islâmico e a outros grupos militantes, enquanto fazem pouco para tirar Assad do poder.

O conflito na Síria começou como um movimento pacífico de protesto, mas, após a repressão do governo, tornou-se uma guerra na qual houve mais de 190 mil mortes ao longo de mais de três anos. Os conflitos ainda matam cerca de 200 por dia.

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