País de Vladimir Putin acusa Kiev de promover assassinatos em massa contra moradores de língua russa no leste ucraniano

Reuters

A Rússia abriu, nesta segunda-feira (29), um processo criminal contra Kiev pelo que chamou de genocídio dos moradores de língua russa no leste da Ucrânia, medida que pode aumentar as tensões durante o frágil cessar-fogo na região.

Veja fotos das ações russas no território ucraniano:

Um comunicado oficial informou que os cidadãos que usam o russo como idioma foram visados pelos forças ucranianas com armamento pesado que matou mais de 2.500 pessoas nas “repúblicas do povo de Luhansk e Donetsk”, as regiões separatistas do leste.

A investigação pode aprofundar as divisões entre os vizinhos semanas depois de Kiev e rebeldes pró-Moscou terem concordado com um cessar-fogo, abalado por enfrentamentos diários e disparos de artilharia.

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“O Comitê Investigativo abriu um processo criminal sobre o genocídio da população falante de russo do sudeste da Ucrânia”, afirma a declaração do organismo da Federação Russa, que responde somente ao presidente russo, Vladimir Putin.

“Representantes não-identificados da liderança política e militar ucraniana, da Guarda Nacional e do Setor Direito (organização nacionalista) deram ordens com o objetivo de aniquilar intencionalmente os cidadãos que falam russo.”

O comunicado cita violações da convenção de 1948 da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre genocídio e outros “atos internacionais legais" para descrever a violência relatada, incluindo a destruição de 500 casas e edifícios da infraestrutura pública desde a irrupção dos combates, em abril.

Um relatório recente da ONU estimou o saldo de mortes em 2.593 dos dois lados do conflito e acusou os separatistas de uma vasta gama de abusos de direitos humanos, incluindo assassinatos, raptos e tortura.

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