Cuba condena empresário canadense a 15 anos por corrupção

Por iG São Paulo |

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Os suspeitos do Grupo Tokmakjian foram condenados a prisão por acusações que incluem fraude e falsificação de documento

Um executivo do ramo de automóvel canadense foi condenado a 15 anos de prisão em Cuba por acusações relacionadas a corrupção contra sua empresa.

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Reuters
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Com sede em Ontario, o Grupo Tokmakjian disse que as acusações contra seu presidente, Cy Tokmakjian, 74, eram uma desculpa para o país aproveitar a empresa automotiva de US$ 100 milhões em ativos em Cuba.

A companhia descreveu o caso sábado (27) como "absurdo". Além dele, 14 cubanos foram condenados a penas entre seis e 20 anos de prisão.

O processo provocou um forte ceticismo entre diplomatas, que consideram as provas fracas e dizem que a condenação ameaça alienar investidores estrangeiros em um momento em que Cuba está buscando ativamente parceiros comerciais no exterior. Além disso, pode prejudicar a relação entre Cuba e Canadá.

Todos os 17 suspeitos foram condenados em um caso que reuniu acusações de suborno, falsificação de documentos bancários, fraude, evasão de divisas e evasão fiscal em torno do Grupo Tokmakjian.

A companhia fazia negócios em Cuba havia mais de 20 anos, principalmente vendendo equipamentos de transporte, mineração e construção, com receitas anuais em torno de 80 milhões de dólares.

Cy Tokmakjian, fundador do Grupo Tokmakjian, e outros dois executivos tiveram suas sentenças declaradas no sábado. Tokmakjian, de 74 anos, foi sentenciado a 15 anos de prisão, dos quais já cumpriu três desde sua prisão.

A companhia canadense classificou o processo como "farsa de julgamento" e "paródia de justiça". Cuba confiscou, ainda, cerca de 100 milhões de dólares em ativos da companhia.

Os executivos Claudio Vetere e Marco Puche foram sentenciados a 12 e 8 anos de prisão cada um, disse Lee Hacker, porta-voz e executivo financeiro da empresa.

Hacker também informou as condenações recebidas por suspeitos cubanos, entre eles Nelson Labrada, ex-vice-ministro do extinto Ministério do Açúcar, sentenciado a 20 anos de prisão.

Ernesto Gómez, antigo diretor de uma companhia estatal produtora de níquel, a Ferroníquel Minera, foi condenado a 12 anos de cadeia.

Os executivos da companhia canadense e os cubanos condenados foram incluídos em uma investigação do setor comercial internacional de Cuba, em meio a uma ofensiva contra a corrupção empreendida pelo presidente Raúl Castro.

*Com AP e Reuters

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