Em entrevista à rede CBS, presidente também disse que seu país superestimou capacidade de defesa do Exército iraquiano

Reuters

As agências de inteligência dos Estados Unidos subestimaram as atividades do Estado Islâmico dentro da Síria que acabaram se tornando um "marco zero" para jihadistas globalmente, disse o presidente Barack Obama em entrevista ao canal de televisão CBS, transmitida neste domingo (28).

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Além disso, os EUA superestimaram a capacidade do exército iraquiano de enfrentar os grupos militantes, completou Obama na entrevista, gravada na sexta-feira (26), dias após o presidente defender a intervenção contra o grupo na Organização das Nações Unidas (ONU).

Citando declarações do diretor de inteligência nacional, James Clapper, Obama reconheceu que a inteligência dos EUA subestimou o que está acontecendo na Síria.

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O presidente dos EUA, Barack Obama
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O presidente dos EUA, Barack Obama

Militantes islâmicos se esconderam quando o exército dos EUA enfrentou a Al-Qaeda no Iraque com a ajuda de tribos iraquianas, disse ele.

"Mas, ao longo dos últimos anos, durante o caos da guerra civil síria, onde essencialmente você tem grandes fatias do país completamente desgovernadas, eles foram capazes de se reconstituir e tomar vantagem desse caso", disse ele. "Então isso se tornou um 'marco zero' para jihadistas em todo o mundo."

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