Ativistas de Hong Kong desafiam bombas de gás da polícia e protestos se espalham

Por Reuters | - Atualizada às

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Milhares de pessoas ainda enfrentavam forças de segurança no início desta segunda-feira; na China, Instagram é bloqueado

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Tropas de choque ainda avançavam contra manifestantes pró-democracia em Hong Kong nas primeiras horas desta segunda-feira (29), horário local, disparando bombas de gás lacrimogêneo contra barricadas montadas para impedir as forças de segurança no centro da ex-colônia britânica.

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Manifestantes avançam sobre polícia enquanto recebem em troca bombas de efeito moral

Antes, a polícia entrou em confronto com um grupo que bloqueava uma via importante no distrito do governo em desafio a alertas oficiais que consideraram o movimento como ilegal. Vários confrontos ocorriam entre a policiais e manifestantes revoltados com as bombas de gás, disparadas em Hong Kong pela última vez em 2005.

A revolta é a pior desde que a China retomou da Inglaterra o controle sobre Hong Kong, em 1997, e representa um sério desafio aos líderes do Partido Comunista, em Pequim. O governo preocupa-se que os pedidos por democracia se espalhem pelas cidades no país, ameaçando seu poder.

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Milhares de manifestantes ainda eram vistos ao redor do principal edifício de governo de Hong Kong, ignorando mensagens de estudantes e de líderes do movimento democrático que pediam recuo diante de possível uso de balas de borracha pela polícia.

"Se eu não participar hoje, vou me detestar no futuro", disse o motorista de táxi Edward Yeung, 55, enquanto gritava contra a polícia na linha de frente dos manifestantes. "Mesmo que eu seja fichado, será glorioso."

A Inglaterra devolveu Hong Kong ao controle chinês sob uma fórmula conhecida como "um país, dois sistemas", que lhe garantiu um alto nível de autonomia e liberdade não desfrutados na China continental.

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Manifestante usa celular enquanto tem momento de descanso na madrugada desta segunda-feira

No mês passado, Pequim rejeitou exigência do povo para escolher democraticamente o próximo líder da cidade, fazendo ativistas ameaçarem o distrito financeiro Central. A China quer limitar a eleição a um punhado de candidatos leais a Pequim.

O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, prometeu mais cedo uma ação firme contra o movimento conhecido como Occupy Central with Love and Peace (Ocupe o Central com Amor e Paz). "A polícia está determinada a lidar com a situação de maneira apropriada e de acordo com a lei", disse ele menos de duas horas antes do avanço da tropa de choque contra os manifestantes.

Instagram bloqueado
Segundo numerosos relatos, incluindo de jornalistas do jornal New York Times baseados em Hong Kong, o serviço de compartilhamento de fotos do Facebook, Instagram, foi totamente bloqueado na China. A empresa ainda não comentou o assunto.

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Os relatos de bloqueio ocorrem em meio aos atos pró-democracia na cidade de administração especial chinesa, onde muitos têm publicado vídeos e fotos mostrando a polícia disparando bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Muitas das fotos estão sendo publicadas com a hashtag "Occupy Central", uma expressão que estava bloqueada neste domingo no Weibo, versão chinesa do Twitter. O site www.blockedinchina.net também indicava que o Instagram estava bloqueado no país, incluindo na capital, Pequim, e em Shenzhen, quinta maior cidade da China.

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