Investigação acredita que o Arcebispo Wesolowski, preso há três dias, possa fazer parte de uma ampla rede de pedofilia

Primeiro prelado (indivíduo de alto escalão na Igreja) a ser preso na história do Vaticano, o ex-Arcebispo polonês Josef Wesolowski mantinha uma arquivo secreto no computador da Nunciatura de Santo Domingo com mais de cem mil arquivos de pornografia infantil, incluindo fotos e vídeos de suas próprias vítimas. As informações são do jornal italiano Corriere de la Sierra.

O polonês Jozef Wesolowski: primeiro prelado a ser preso na história por pedofilia no Vaticano
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O polonês Jozef Wesolowski: primeiro prelado a ser preso na história por pedofilia no Vaticano

Entre as imagens encontradas pela investigação figuram diversas de crianças com idades entre 13 e 17 anos nuas e forçadas a terem relações sexuais entre si e com adultos. O objetivo agora é encontrar os cúmplices do padre nos casos de pedofilia, como pessoas que teriam ajudado na busca por vítimas. A suspeita é de que Wesolowski possa estar conectado a uma rede internacional do crime contra menores.

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Na terça-feira (23), o papa Francisco ordenou pessoalmente a detenção do ex-arcebispo, no primeiro caso de prisão no Vaticano de algum suspeito de cometer o crime. Wesolowski pode pegar pena de seis a sete anos de prisão.

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O polonês de 66 anos foi representante diplomático da Igreja Católica na República Dominicana de 2008 a 2013. No entanto, no ano passado ele foi enviado de volta ao Vaticano após terem surgido acusações na mídia do país caribenho de que ele teria cometido abuso sexual em crianças.

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Em junho deste ano, Wesolowski foi destituído do cargo de arcebispo por um tribunal do Vaticano. Desde então, ele viveu dentro de um convento na cidade-estado. Segundo um porta-voz da Santa Sé, o polonês será mantido em prisão domiciliar no mesmo local devido à fragilidade de sua saúde.

O arcebispo deve ir a julgamento no final deste ano também em um tribunal do próprio Vaticano. De acordo com o porta-voz papal, o padre italiano Federico Lombardi, o papa Francisco ordenou pessoalmente a prisão do prelado para que as acusações graves possam ser examinadas sem atraso.

*Com BBC

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