Homem decapita ex-colega de trabalho após ser demitido nos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alton Alexander Nola, 30 anos, ainda esfaqueou outra colega antes da polícia chegar ao local e impedi-lo de assassiná-la

Um homem de 30 anos esfaqueou e decapitou uma ex-colega dias depois de ter sido demitido da empresa onde trabalhava, em Moore, nos EUA. O caso ocorreu na quinta-feira (25) e chocou a população da pequena cidade de cerca de 55 mil habitantes, localizada no Condado de Cleveland, no estado de Oklahoma.

Reuters
Alton Nolen em mugshot do ano passado

De acordo com o Departamento de Polícia, Alton Alexander Nolan entrou no escritório central da Vaughan Food, empresa de processamento de alimentos onde trabalhava, e esfaqueou Colleen Hufford, 54 anos, arrancando sua cabeça na sequência.

Ele ainda teve tempo de esfaquear outra ex-colega, Traci Johnson, 43 anos, antes de o chefe de operação da empresa, um ex-xerife chamado Mark Vaughan, aparecer e atirar nele algumas vezes com um rifle. Nolan foi hospitalizado, mas não corre risco de morrer. 

De acordo com o Sargento Jeremy Lewis, o assassino não tinha qualquer relação com as vítimas fora do trabalho. Ele também disse que Nolan havia tentado recentemente converter colegas de trabalho ao islamismo.

Relembre outros tristes episódios de decapitação pelo mundo:

Ruyati Binti Satubi: a faxineira nascida na Indonésia foi condenada a decapitação em 2011 após matar seu patrão na Arábia Saudita. Foto: Reprodução/YoutubeRuyati Binti Satubi: ela foi executada mesmo garantindo que agiu em legítima defesa e que era vítima de agressões. Seu corpo foi usado para escárnio. Foto: Reprodução/YoutubeEugene Armstrong: sequestrado em Bagdá em 2004, o americano trabalhava no setor de construção quando foi sequestrado e depois, decapitado. Foto: Reprodução/YoutubeEugene Armstrong: à época, o grupo radical islâmico Tawhid wal Yihad (Unificação e Guerra Santa) divulgou vídeo da execução. Foto: Reprodução/YoutubeDavid Haines: em 13 de setembro, o Estado Islâmico divulgou vídeo da morte do escocês de 44 anos. Ele era agente humanitário e foi sequestrado na Síria em 2013. Foto: ReutersAmina bint Abdul Halim bin Salem Nasser: saudita foi decapitada em 2011 sob acusação de bruxaria. A Arábia Saudita não divulgou mais nada sobre a morte. Foto: Reprodução/YoutubeAmina bint Abdul Halim bin Salem Nasser: jornal árabe de Londres informou que ela tinha até 60 anos e dizia que curava doenças em troca de dinheiro. Foto: Reprodução/YoutubeDaniel Pearl: em 2002, o repórter do Wall Street Journal foi capturado e morto pelo Movimento Nacional para Restauração da Soberania Paquistanesa, no Paquistão. Foto: Wikimedia CommonsAnna Månsdotter: a sueca foi decapitada em 1890 por ter supostamente matado a nora, Hanna Johansdotter, com ajuda do filho, em março de 1889. Foto: Wikemedia CommonsAnna Månsdotter: enquanto ela recebeu a pena de decapitação, seu filho foi preso e libertado em 1913. Morreu de tuberculose em 1918. Foto: Reprodução/YoutubeSteven J. Sotloff: no dia 2 de setembro, imagens do Estado Islâmico mostraram a decapitação do jornalista americano. Ele tinha 31 anos e havia sido sequestrado em 2013. Foto: APMarisol Macías Castañeda, México: a jornalista foi decapitada em 2011 por suas denúncias sobre os crimes de cartéis de drogas na internet. Foto: Reprodução/InternetMarisol Macías Castañeda, México: segundo o Daily Mail, o corpo foi achado na cidade de Nuevo Laredo. Outros jornalistas foram decapitados por facções. Foto: Reprodução/YoutubeJames Foley: em agosto, o Estado Islâmico divulgou vídeo que mostrava decapitação do jornalista americano. Ele tinha 40 anos. Foto: Reprodução/YoutubeThomas More: diplomata, filósofo e escritor, ele foi acusado, em 1535, de traição e decapitado na Inglaterra; 4 séculos depois foi canonizado pela Igreja católica. Foto: Wikimedia CommonsMaria Antonieta: a austríaca se tornou rainha da França ao se casar com o Rei Louis XVI em 1770. Foi decapitada durante a Revolução Francesa. Foto: Wikimedia CommonsMaria Antonieta: casada desde os 14, ela ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de ser promíscua e de influenciar o marido a favor da Áustria. Foto: Wikimedia Commons

Nolan já havia sido preso em outras ocasiões por agressão, posse de substâncias controladas e fuga de prisão. De acordo com o Departamento Penitenciário de Oklahoma, ele tem um tatuagem em árabe que diz "assalamu alaikum", cujo significado é "que a paz esteja com você".

Casos de decapitação se tornaram prática relativamente frequente entre radicais islâmicos para intimidar e aterrorizar seus inimigos. Nos últimos meses, o Estado Islâmico se tornou o principal representante da prática, cortando cabeças de cidadãos na Síria e no Iraque, inclusive de americanos e europeus, como os jornalistas James Foley e Steven Sotloff.

*Com Reuters

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