Autoridades russas e ucranianas se reúnem para definir zona tampão na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Enquanto isso, alto funcionário do Kremlin informou que Putin e Poroshenko discutem sobre encontro o mais breve possível

Autoridades do alto escalão militar russo e ucraniano se reuniram nesta sexta-feira (26) para definir os limites de uma "zona tampão" de 30 quilômetros proposta para o leste da Ucrânia, a partir da qual as forças do governo e os separatistas irão recuar, disseram militares de Kiev.

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Reuters
Soldado ucraniano em veículo blindado perto da cidade ucraniana oriental de Debaltseve


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Ao mesmo tempo, em Moscou, um alto funcionário do Kremlin informou nesta sexta que o presidente russo, Vladimir Putin, e o ucraniano, Petro Poroshenko, discutiram em conversas telefônicas a possibilidade de se encontrarem sozinhos ou com os líderes da Alemanha e França, mas as datas precisas ainda não estavam definidas.

As autoridades militares ucranianas afirmaram que um grupo tripartite, que incluiu 76 oficiais militares russos e representantes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), reuniu-se nesta sexta ao norte da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia.

Representantes da Ucrânia, Rússia e da OSCE concordaram no dia 19 em uma reunião na capital bielo-russa, Minsk, em estabelecer uma zona neutra e remover da área artilharia, armas pesadas e minas, como parte das medidas para solidifcar o cessar-fogo pactuado no dia 5.

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"Esse grupo, em particular, irá trabalhar na definição das linhas de separação e da chamada zona tampão", disse o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko. "Irá acompanhar o cumprimento dos acordos (de Minsk), separar as partes em conflito e garantir a manutenção desta zona de 30 km", declarou outro oficial militar, Vladyslav Selezyov.

A reunião para criar a "zona tampão" foi a primeira medida concreta depois do cessar-fogo. A Rússia nega qualquer envolvimento militar direto no conflito, no qual mais de 3.000 pessoas foram mortas, ou que esteja armando os separatistas, apesar de o governo da Ucrânia e países ocidentais dizerem que há provas conclusivas sobre isso.

União Europeia

A Ucrânia vai pedir oficialmente adesão à União Europeia (UE) em 2020, anunciou o presidente ucraniano na quinta.

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Dia 19: Bielorússia sedia nova rodada de negociações de paz na Ucrânia

"Vou apresentar um programa de reformas, cuja aplicação permitirá à Ucrânia fazer, em seis anos, um pedido de adesão à União Europeia", disse Poroshenko, ao discursar em um congresso de magistrados em Kiev.

Poroshenko informou que o plano prevê cerca de 60 reformas, além de programas especiais, e destacou a reforma do sistema judicial, destinada a restabelecer a confiança da sociedade na Justiça.

O ucraniano anunciou também que determinou ao governo renunciar oficialmente ao estatuto de não alinhado, uma medida que abre caminho à entrada da Ucrânia na Otan.

Dia 17: Rússia saúda decisão da Ucrânia em conceder status especial a regiões do leste

A Ucrânia assinou em junho um acordo de associação com a UE, que foi ratificado em 17 de setembro pela Rada Suprema (Parlamento ucraniano) e pelo Parlamento europeu.

A crise na Ucrânia obrigou mais de 500 mil pessoas a abandonarem as casas, informou, no dia 2 de setembro, a agência da Organização das Nações Unidas para os refugiados, advertindo que uma escalada da crise poderia "desestabilizar toda a região".

Pelo menos 260 mil pessoas estão deslocadas na Ucrânia e, segundo Moscou, mais 260 mil procuraram asilo na Rússia.

*Com Agência Brasil e Reuters

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