Homem morre ao manipular bomba no Chile

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Procurador disse que jovem desconhecido manipulava artefato explosivo quando acidente aconteceu; ele morreu no hospital

Promotores chilenos disseram nesta quinta-feira (25) que um homem morreu após bomba que ele manipulava explodir, no centro de Santiago.

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AP
Agentes da polícia fazem buscas perto de local onde bomba explodiu em estação de metrô de Santiago, Chile (10/09)


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O procurador Claudio Orellana disse que o jovem desconhecido "tinha manipulado um artefato explosivo caseiro e que, nessas circunstâncias, a bomba explodiu em cima dele". O homem foi levado a emergência de um hospital, onde acabou morrendo.

A explosão desta quinta segue dezenas de outras de pequena escala ao redor da capital chilena, ação feita por células anarquistas, de acordo com o governo. Acredita-se que o homem implantaria a bomba na capital.

Três supostos anarquistas estão sob custódia da justiça por suspeita de plantar pelo menos quatro bombas, incluindo a que feriu 14 este mês no metrô.

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Tribunal

Um juiz do Chile ordenou, em decisão proferida no último dia (23), que dois dos suspeitos de praticar o maior atentado a bomba no país em mais de 20 anos fiquem presos durante dez meses.

Autoridade também mandou que um terceiro suspeito permaneça em prisão domiciliar enquanto a polícia dá prosseguimento às investigações sobre o caso, ocorrido no último dia 8 de setembro.

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Policial fotografa local da explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais percorrem área da explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPolicial deixa área onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais impedem que pessoas se aproximem de área onde ocorreu uma explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais vigiam área onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersVisão do local onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPolicial usa cão farejador para explorar área onde ocorreu uma explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: Reuters

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A ordem foi emitida pelo juiz Rene Cerda, segundo o qual Juan Flores e Nataly Casanova irão à cadeia, enquanto Guillermo Duran ficará detido em casa. Depois disso, as autoridades terão de apresentar as evidências diante de um tribunal.

Os três suspeitos, dois homens e uma mulher na casa dos 20 anos, foram presos em uma vizinhança pobre do sul da capital Santiago. O governo da presidente Michelle Bachelet classificou a explosão do início do mês como um "ato terrorista". O atentado, em uma estação de metrô na vizinhança de Las Condes, deixou ao menos 14 pessoas feridas.

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Devido às leis anti-terrorismo do país, promotores têm poderes grandes para abrir inquéritos para casos como esse, permitindo-lhes a aplicação de penas mais severas. “Este é um grupo compacto e muito unido”, disse Raul Guzman, promotor encarregado do inquérito. “Mas eles não têm contato com outros grupos contrários aos poderes vigentes”.

País democrático desde 1990, após sair de uma ditadura que durou 17 anos, o Chile é uma das nações mais estáveis da América Latina, mas nos últimos anos vem sendo assolado por uma série de ataques de pequena escala conduzidos por grupos anarquistas.

*Com AP e Reuters

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