Mas o diretor do FBI, James Comey, não quis revelar nome ou nacionalidade do suspeito que matou Foley, Sotloff e Haines

Os EUA acreditam ter identificado nesta quinta-feira (25) o jihadista mascarado com sotaque britânico que aparece nos vídeos do Estado Islâmico decapitando dois jornalistas americanos e um trabalhador humanitário britânico, de acordo com o FBI.

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O diretor do FBI, James Comey, fala com a imprensa no escritório da polícia em Albany, NY (23/09)
AP
O diretor do FBI, James Comey, fala com a imprensa no escritório da polícia em Albany, NY (23/09)


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Mas o diretor do FBI, James Comey, não quis revelar aos jornalistas o nome ou nacionalidade do suspeito. Comey não falou se os EUA acreditam que o jihadista realmente realizou ele próprio os assassinatos. As decapitações não são mostradas nos vídeos.

Nas três imagens, o homem fala Inglês com sotaque britânico. Ele segura uma faca longa e parece começar a cortar o pescoço das três vítimas: os repórteres americanos James Foley e Steven Sotloff e o trabalhador humanitário britânico David Haines.

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No final de agosto, o embaixador britânico Peter Westmacott disse que seu país estava perto de identificar os militantes do grupo Estado Islâmico.

Ataques nos EUA e Europa

O Iraque recebeu informações "críveis" de inteligência segundo as quais militantes do Estado Islâmico planejam lançar ataques contra sistemas de metrô em Paris e nos Estados Unidos, disse o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, nesta quinta.

"Hoje, enquanto estou aqui, estou recebendo relatórios precisos de Bagdá, onde ocorreu a detenção de alguns elementos, e há redes planejando ataques de dentro do Iraque", disse ele a um pequeno de jornalistas norte-americanos.

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"Eles planejam conduzir ataques nos metrôs de Paris e dos EUA", acrescentou o premiê. "A partir dos detalhes que recebi, sim, parece crível."

Abadi afirmou ter recebido a informação em Nova York nesta quinta-feira pela manhã. A Reuters não pôde verificar a informação imediatamente junto a autoridades francesas e norte-americanas.

Síria

Forças curdas no norte da Síria rebateram um avanço de combatentes do EI contra uma cidade estratégica na fronteira turca, nesta quinta, e apelaram para que os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos tenham como alvo os tanques e armamentos pesados dos insurgentes.

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Os extremistas lançaram há mais de uma semana uma nova ofensiva para tentar capturar a cidade fronteiriça de Kobani, cercando-a por três lados. Pelo menos 140 mil curdos fugiram da cidade e das vilas próximas desde a sexta-feira, cruzando para a Turquia.

Combatentes curdos e do Estado Islâmico trocaram salvas de artilharia e tiros de metralhadoras em um aglomerado de vilas a cerca de 15 quilômetros de Kobani, onde a frente de batalha não parece ter se alterado significativamente há dias, disse uma testemunha da Reuters.

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Autoridades curdas locais, enquanto isso, disseram que o Estado Islâmico havia concentrado seus combatentes ao sul da cidade na noite de quarta-feira, e estavam pressionando para avançar, mas acrescentaram que o principal grupo armado curdo no norte da Síria, o YPG, os havia repelido durante a noite.

*Com AP e Reuters

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