Juiz condena suspeitos de ataques no Chile a dez meses de prisão

Por Reuters | - Atualizada às

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Atentado classificado como terrorista, ocorrido no último dia 8 de setembro em Santiago, deixou ao menos 14 pessoas feridas

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Um juiz do Chile ordenou, em decisão proferida nesta terça-feira (23), que dois dos suspeitos de praticar o maior atentado a bomba no país em mais de 20 anos fiquem presos durante dez meses. Ele também mandou que um terceiro suspeito permaneça em prisão domiciliar enquanto a polícia dá prosseguimento às investigações sobre o caso, ocorrido no último dia 8 de setembro.

Veja fotos do atentado terrorista do último dia 8 de setembro:

Policial fotografa local da explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais percorrem área da explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPolicial deixa área onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais impedem que pessoas se aproximem de área onde ocorreu uma explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPoliciais vigiam área onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersVisão do local onde ocorreu explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: ReutersPolicial usa cão farejador para explorar área onde ocorreu uma explosão em Santiago, no Chile (8/09). Foto: Reuters

A ordem foi emitida pelo juiz Rene Cerda, segundo o qual Juan Flores e Nataly Casanova irão à cadeia, enquanto Guillermo Duran ficará detido em casa. Depois disso, as autoridades terão de apresentar as evidências diante de um tribunal.

Os três suspeitos, dois homens e uma mulher na casa dos 20 anos, foram presos na quinta-feira passada (18), em uma vizinhança pobre do sul da capital Santiago.

O governo da presidente Michelle Bachelet classificou a explosão do início do mês como um "ato terrorista". O atentado, em uma estação de metrô na vizinhança de Las Condes, deixou ao menos 14 pessoas feridas.

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Devido às leis anti-terrorismo do país, promotores têm poderes grandes para abrir inquéritos para casos como esse, permitindo-lhes a aplicação de penas mais severas.  “Este é um grupo compacto e muito unido”, disse Raul Guzman, promotor encarregado do inquérito. “Mas eles não têm contato com outros grupos contrários aos poderes vigentes”.

País democrático desde 1990, após sair de uma ditadura que durou 17 anos, o Chile é uma das nações mais estáveis da América Latina, mas nos últimos anos vem sendo assolado por uma série de ataques de pequena escala conduzidos por grupos anarquistas.

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